Consórcio Ressol (R$ 24,67 milhões), A & L Engenharia (R$ 21,42 milhões) e New Locações (R$ 16,4 milhões) estão no topo do ranking dos CNPJs locais que mais engordaram a conta bancária na safra do “Doido”. Mas elas também estão no topo dos processos e das polêmicas
Em meio à farra das exportações de recursos públicos no sofrível governo de Aurélio Goiano, empresas com sede em Parauapebas receberam juntas da gestão do autointitulado “Doido” cerca de R$ 250,56 milhões, conforme apurou o portal Notícias de Parauapebas, com base em dados lançados pela malfadada “equipe técnica” do prefeito no Portal da Transparência.
Desgoverno – Empresas que faturaram mais de R$ 1 milhão 3
Essa dinheirama pode parecer muita coisa, mas, em verdade, é pouco para girar em um município do porte de Parauapebas, cuja população soma cerca de 310 mil habitantes. A título de comparação, essa quantia é o que circula em Paragominas, fomentada pela prefeitura local às empresas sediadas lá, com o diferencial de que a Terra do Boi Gordo tem quase três vezes menos habitantes que Parauapebas.
Por aqui, na lista das “favoritas” de Aurélio Goiano, entre CNPJs que declaram sede na Capital do Minério, ao menos três já foram denunciados na Câmara de Vereadores, ao Ministério Público e à Justiça por terem feito contratos suspeitos com a gestão do “Doido”. Detalhe: todas as três empresas denunciadas estão no topo do ranking das que mais passaram bem em meio à tormenta político-administrativa e moral na cidade, um verdadeiro caos protagonizado só e tão somente só por Aurélio e seus subordinados.
Bem-aventuradas no caos
O Consórcio Ressol que o diga. Criado do dia para a noite para “mamar” na gestão do Doido, o Ressol já abocanhou R$ 24,67 milhões a pretexto de realizar o caro serviço de limpeza urbana, embora a cidade continue suja. Em 11 meses incompletos, o consórcio ganhou uma dinheirama dos cofres públicos suficiente para sustentar muitos municípios do país por um ano.
Já a polêmica empreiteira A & L Engenharia embolsou R$ 21,42 milhões para supostamente tapar buracos, mesmo que o asfalto com “selo Aurélio Goiano” tenha virado piada por ser do tipo “Sonrisal”: ao menor sinal de pingo d’água, o pavimento se desmancha. Os moradores da cidade reclamam que é o serviço mais malfeito da história.
E não menos importante, a New Locações levou R$ 16,4 milhões para locar ônibus à prefeitura, envolvendo-se num episódio — entre tantos — em que faturou contrato com quilometragem suficiente para dar três voltas ao redor do mundo, uma verdadeira aberração administrativa e que já está aos cuidados da justiça.
Enquanto centenas de microempreendedores locais e até empresas já sólidas de Parauapebas amargam queda na receita, prejudicadas por medidas malucas de governo de Aurélio Goiano, sem qualquer embasamento técnico ou científico, meia dúzia de empresários alinhados ideologicamente à gestão do caos prospera, beneficiados por contratos que dispensam licitação e com indícios fortíssimos de direcionamento.
Ainda assim, a maior parte dos recursos segue sendo exportada para terras distantes do olhar da população, que paga o pato pelo maior estelionato eleitoral da história, que acabou abrindo as portas de Parauapebas para forasteiros assessorados por uma equipe técnica destinada a “reconstruir” o município, de forma que só “estrangeiros” se beneficiem. E vem mais falcatruas por aí porque, como diria Murphy, “nada é tão ruim que não possa piorar”.









