Parauapebas

Aurélio Goiano e irmã enterraram R$ 24 milhões da Segov a ‘cem metros de fundura’

 

Nem em Jerusalém se viu tanta fé para acreditar nas promessas falidas do “Doido”, que lançou pasta que ele mesmo jurou exterminar em lamaçal de irregularidades. Segov funcionou como uma espécie de quartel de tramoias para privilegiar dispensas, inexigibilidades e contratos em favor de forasteiros. Irmã de Aurélio é a mesma que pagou mais de R$ 1 milhão para ônibus fazer viagens equivalentes a três voltas ao mundo. Com popularidade em baixa, prefeito quer amansar população com lero-lero

Você, cidadão de Parauapebas, diga — se puder — alguma coisa importante realizada pela Secretaria Especial de Governo (Segov) em 2025, sob comando do prefeito Aurélio Goiano e da irmã dele, Natália Oliveira, que compõe a inconsequente equipe técnica.

Não vale citar aquela contratação de R$ 1.061.204,40 da empresa New Locações para alugar ônibus rodoviário com quilometragem suficiente para dar três voltas ao mundo. Também não vale mencionar os R$ 3.286.298,00 empenhados a uma empresa forasteira, a Natal Computer, com sede em Teresina (PI), para comprar breguetes de informática.

Muito menos vale lembrar a trama para contratação, sem exigência de licitação, de uma “assessoria” forasteira, com sede em Marabá, para ensinar a tal equipe técnica a fazer “apoio administrativo” e “planejamento” na prefeitura. São fatos quentes e importantíssimos, mas nada disso vale.

Para além dessas e outras iniquidades reveladas e denunciadas pela vereadora Maquivalda Barros (PDT), a Segov não mostrou qualquer atividade relevante para o cidadão de Parauapebas. Aliás, mostrou: a secretaria comandada pela irmã do prefeito, sem qualquer currículo ou expertise em administração pública, torrou R$ 24.206.872,07, segundo consta do Portal da Transparência do Município de Parauapebas.

Cem metros de fundura?

A Segov — que custou R$ 79,16 para cada cidadão parauapebense — é a mesmíssima secretaria que Aurélio Goiano, quando vereador em campanha para prefeito, prometeu “enterrar a cem metros de fundura”. Porém, ao assumir como chefe do Poder Executivo, o discurso mudou, e ele, ao invés de cumprir a promessa e extinguir a pasta, nomeou a própria irmã, Natália, para, segundo ele, “fiscalizar os outros secretários”. De forma didática, o prefeito colocou a raposa no galinheiro.

Mas a medida saiu cara para o autodenominado “Doido”, que chegou ao final de seu primeiro ano de gestão com rejeição recorde, sendo o prefeito com a pior avaliação da história de Parauapebas e no Pará, segundo importante pesquisa Doxa divulgada em dezembro.

Conhecido por mentir, enganar, espalhar notícias falsas e repassar informações imprecisas, Aurélio Goiano agora busca holofotes, diante de sua impopularidade, para tentar convencer a população de que vai mudar. No entanto, a maioria dos moradores já entendeu o “modus operandi” dele e de sua escangalhada equipe técnica, e o descrédito é fatal.

Milhões para forasteiros

Depois de manipular a Segov para pagar milhões a forasteiros por meio de dispensas de licitação, inexigibilidades e contratos suspeitíssimos, muitos dos quais sendo questionados na Justiça, Aurélio Goiano vem a público dizer que vai pendurar as chuteiras da Segov. Ele e sua irmã — que o prefeito deu a entender que vai escalar em algum outro setor do Poder Executivo para continuar a destruir Parauapebas — jamais vão conseguir explicar o que fizeram no verão passado consumindo R$ 24 milhões, de forma amadora e incompetente.

Nas redes sociais, cidadãos de bem que não estão pendurados na folha de pagamento da prefeitura detonaram o prefeito, mesmo ele pensando que estivesse abafando por “enterrar” a Segov, após usar e abusar dela durante um ano, com esquemas e cambalachos para lá de familiares.

Agora, em vão, Aurélio Goiano corre para desmentir as próprias mentiras, enquanto seu governo, perdido e à deriva, vira chacota e se torna sinônimo de bagunça e de “um mandato só”. As trocas que ele quer desesperadamente fazer falam por si e deixam vestígios.