Parauapebas assistiu a abandono do esporte e do homem do campo, farra de dispensas de licitação, perseguição a servidores e milhões de reais enterrados a “cem metros de fundura”. Confira na matéria o interessante currículo desecretários e equivalentes que ocupavam pastas no governo do “Doido” ano passado — inclusive esposa e irmã dele — e que passaram como verdadeiros tsunamis do dinheiro público nos locais que comandaram. Parauapebas tá rodada!

Não. Ainda não é desta vez que Parauapebas vai se livrar de parte dos lunáticos e incompetentes que o prefeito Aurélio Goiano insiste em chamar de “equipe técnica”. Lunáticos, incompetentes e “carérrimos” para os cofres públicos da tão estragadinha Capital do Minério.
O troca-troca midiático de secretários, adjuntos e equivalentes no governo do autodenominado “Doido”, sob o manto de “trazer eficiência”, é mais uma gambiarra para manter sua trupe, que está por demais queimada na praça, com alguns nomes se destacando por arder em brasa. Essas “peças”, na primeira oportunidade que tiverem de ordenar despesas, vão gastar a rodo como fizeram ao longo de 2025.
Com base em dados lançados no Portal da Transparência até as 17 horas de ontem, quinta-feira (8), o Notícias de Parauapebas preparou para você uma retrospectiva dos gastos nas pastas onde cada um dos trocados originalmente estava nomeado e dando as cartas. O panorama é de arrepiar, tendo em vista que R$ 199.126.552,60 foram consumidos sem muita explicação. Porém, retorno social à população que mais precisa, neca.
Tsunamis da gestão pública
O imoral legado deixado ao município com a passagem desses “tsunamis” da gestão pública pode demorar anos para ser reparado. A pretexto de “reconstruir Parauapebas”, Aurélio e sua precária equipe técnica canalizaram centenas de milhões de reais às contas de forasteiros e empurraram a arrecadação da pujante Capital do Minério ao pior resultado da década.
Mas ainda há esperanças, especialmente na atuação da 4ª Promotoria de Justiça e na da Vara da Fazenda Pública e Execuções Fiscais. O promotor de justiça Alan Pierre Chaves está atento às falcatruas arquitetadas pelo governo do “Doido”, enquanto o juiz Lauro Fontes Júnior tem diversos processos para julgar, com denúncias que atingem praticamente todos os órgãos do Poder Executivo.
Cada mentira, cada rolo e cada “graça” que Aurélio Goiano e sua turma fizeram, vêm fazendo ou virão a fazer com a população de Parauapebas terá resposta e consequência à altura. Na Câmara, vereadores da base aliada que decidiram se atirar e atolar no lamaçal da gestão também vão pagar um alto preço eleitoral.
É só questão de tempo para o império desmoronar, a casa cair e o rei ficar nu. Bocudo como é, Aurélio levará consigo aqueles que pintaram e bordaram na farra do dinheiro público no verão passado, de 2025. Este ano, a chapa promete esquentar!
CURRÍCULO DA ‘EQUIPE TÉCNICA’ TROCADA POR AURÉLIO GOIANO
AROLDO LEISER, Secretaria Municipal de Administração (Semad). Atuou como adjunto opaco na Semad, exterminou R$ 26.286.229,05.
BEATRIZ SILVA, Secretaria Municipal da Mulher (Semmu). Esposa do prefeito, ganhou uma secretaria para chamar de sua. Conhecida por ser zero simpática e entender zero de gestão, levou a vida como um grande carrossel de festas e dispensas de licitação, consumindo R$ 13.982.208,48 da pasta.
CÉLIA ROCHA, Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Semel). Foi titular do órgão, mas rapidamente conquistou a repulsa de esportistas da cidade por até tentar fazer o “correto”. O resultado desse experimento fracassado foi o consumo de R$ 21.945.554,12 da Semel.
JOELMA LEITE, Gabinete do Chefe do Executivo (Gabin). Diz-se que é a “Miss Antipatia” do governo de Aurélio Goiano e, com seu perfil impopular, dificultou o diálogo entre o prefeito e a comunidade. É acusada de perseguir servidores não alinhados à cartilha do desgoverno. Ela e o prefeito consumiram R$ 60.537.592,47 no gabinete mais caro do Pará.
MAX ALVES, Secretaria Municipal de Desenvolvimento (Seden). Assistiu de camarote à retração do desenvolvimento local, com setor de serviços e comércio em franco declínio dadas as medidas destrambelhadas do prefeito Aurélio Goiano de fazer conchavos com forasteiros. Legado do ex-titular da Seden é de R$ 15.255.204,88 que viraram fumaça.
NATÁLIA OLIVEIRA, Secretaria Especial de Governo (Segov). Irmã do prefeito Aurélio Goiano, foi escalada para operacionar esquemas na pasta que o “Doido” prometeu encerrar, mas pensou melhor e decidiu experimentar por um ano, durante o qual sua irmã torrou R$ 24.547.670,61 e enterrou os restos “a cem metros de fundura”. Missão cumprida.
WILSON ARAÚJO, Secretaria Municipal de Habitação (Sehab). É um dos forasteiros que ocuparam cargos no primeiro escalão do governo municipal e apadrinhado por políticos de fora de Parauapebas. Sem legado até de onde saiu, não mostrou resultado a não ser consumir R$ 11.994.187,38 e fazer um bocado de dispensas de licitação.
GENÉSIO FILHO, Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror). De grande aposta do governo do “Doido”, tornou-se figura inexpressiva e sucumbiu às patifarias do prefeito na zona rural, como o enredo da ponte fantasma, protagonizada, aliás, pela Semob. Entre seus feitos está o consumo de R$ 24.577.905,61 que nunca chegaram aos colonos.





