Aprendizagem dos alunos corre risco e Ideb no governo de Aurélio Goiano tem alto potencial de afundar por destrambelhamento e decadência administrativa na rede municipal de ensino. Semed gastou fortuna dos fundos municipal (Fumep) e federal (Fundeb) muito acima da LOA de 2025. Prefeito e fantasiosa equipe técnica falaram tanto de Darci e estão fazendo muito pior
O que as secretarias de Educação (Semed), Assistência Social (Semas) e Obras (Semob) do criticado governo de Aurélio Goiano têm em comum, para além de serem chefiadas por ditos advogados que muito pouco, quase nada ou coisa alguma entendem de direito administrativo e gestão pública?
A resposta está escancarada no Portal da Transparência. Esses gestores têm em comum a gastança acima do razoável. As pastas que eles comandam viram os gastos de 2025 superarem, e muito, o orçamento inicialmente fixado no decorrer do ano, demonstrando amadorismo e perigoso descontrole na gestão de recursos públicos, em contrapartida a escândalos e pouco ou quase nenhum retorno social pelo qual se diga “amém”.
O Notícias de Parauapebas identificou no Portal da Transparência que a Semed, por exemplo, consumiu R$ 665,22 milhões em recursos públicos, recorde histórico de gastos na educação pública municipal. No entanto, absolutamente nada mudou na rede a ponto de justificar tamanha desventura. Pelo contrário, a bagunça, sobretudo com contratação de pessoal, cresceu exponencialmente e salta aos olhos.
Uma Semed, três caixas
Sob comando da advogada Maura Paulino, a Semed controla três unidades orçamentárias distintas: a própria Semed, o Fundo Municipal de Educação (Fumep) e o Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb). A unidade da Semed gastou R$ 31,5 milhões ao longo do ano passado, mas o que chama atenção são os gastos estratosféricos do Fumep e do Fundeb, que fecharam as contas torrando um horror de muitos milhões acima do previsto na Lei Orçamentária Anual (LOA).
O Fumep usou R$ 12,402 milhões acima do orçamento inicialmente projetado em R$ 282,13 milhões. Esse fundo — que recebe recursos até dos royalties de mineração — fez R$ 294,53 milhões em pagamentos. Para se ter ideia da “festa”, basta lembrar que no último ano de gestão do ex-prefeito Darci Lermen, da qual Maura Paulino era crítica, foram gastos do Fumep R$ 256,44 milhões.
Comparativamente, o Fumep no primeiro ano de gestão de Aurélio Goiano gastou 14,85% a mais que no último ano de Darci. Sim: de um ano para outro, sob a gestão de Maura e do “Doido”, quase R$ 40 milhões foram pagos a mais em relação a 2024. Resultado prático e capaz de revolucionar a vida dos alunos, que é bom, neca.
Ideb de 2025 na berlinda
O orçamento de 2025 da educação foi estourado, o número de alunos na rede não aumentou 14,85% e nada de muito relevante aconteceu na rede municipal de ensino. Nesse cenário, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2025, que será divulgado em agosto deste ano, poderá sacramentar a tragédia na gestão da educação com selo “Aurélio Goiano” de desconstrução de ensino e aprendizagem.
E não para por aí. Outro que também sofreu foi o Fundeb, exclusivamente abastecido com recursos federais. Isso mesmo: além dos R$ 294,53 milhões gastos em recursos do Fumep, o governo de Aurélio Goiano devorou R$ 339,18 milhões em verbas federais, R$ 11,93 milhões acima da expectativa do orçamento anual.
Somando-se os gastos dos dois fundos com o da unidade orçamentária da Semed, a educação de Maura Paulino e Aurélio Goiano consumiu R$ 665,22 milhões. O valor é recorde e superior à arrecadação de um ano inteiro de municípios como Tucuruí e Paragominas, além de outras 5 mil prefeituras brasileiras.
Mas toda essa caçamba de dinheiro foi insuficiente para a “reconstrução” alarmada por uma gestão que já entrou para a história como cara demais e com a menor credibilidade perante a opinião pública.





