Parauapebas

Escândalo: secretário do ‘Doido’ contratou dezenas de pessoas fora da folha da Semas

Enquanto milhares de pessoas sonham em entrar pela porta da frente no quadro da Prefeitura de Parauapebas, Neil Armstrong promove contratação “por fora” da folha, tendo empregado dezenas de avulsos com cachês que superavam R$ 11 mil por mês. Ele afrontou Lei Municipal nº 4.230, que detalha exigências para cargos da prefeitura, e deu “varada” em concurso e PSS

Os destroços do trágico e caro desmonte de Parauapebas promovido pela “equipe técnica” de Aurélio Goiano em 2025 estão começando a vir à tona. Correndo para ainda fechar as contas do ano passado, o governo do autoproclamado “Doido” tem mandado ao Portal da Transparência provas robustas das improbidades cometidas ao longo do primeiro ano de gestão.

E uma das mais impactantes vem da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), onde Neil Armstrong aprontou todas e mais um pouco. Ele, que consumiu cerca de R$ 70 milhões ano passado, entre recursos do Fundo Municipal de Assistência Social (R$ 67,04 milhões) e da própria unidade orçamentária da Semas (R$ 3,04 milhões), teve uma coragem peculiar não vista por qualquer outro do time da dilacerada equipe técnica de Aurélio: pagar pessoal fora da folha oficial da pasta.

A audácia de Neil Armstrong é, na verdade, um prato cheio de ilegalidades e um caviar de imoralidades para órgãos fiscalizadores e de controle, como o Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA) e o Ministério Público. Também, é fonte inesgotável para o deleite do juiz Lauro Fontes Júnior, titular da Vara da Fazenda Pública e Execuções Fiscais.

Neil pagou absurdos R$ 1.861.619,90 a dezenas de pessoas físicas (94 no total) por serviços prestados em diversas funções que simplesmente existem formalmente no quadro de pessoal do Município de Parauapebas.

Confira todos os pagamentos de 2025 feitos por Neil Armstrong com recursos do Fundo Municipal de Assistência Social no link abaixo

https://www.governotransparente.com.br/acessoinfo/45079490/consultarpagdesportipo?inicio=01%2F01%2F2025&fim=31%2F12%2F2025&valormax=&valormin=&hist=&fonte=-1&tipo=3&covid=false&orgao=-1&elem=-1&unid=5&ano=22&credor=-1&clean=false&datainfo=MTIwMjYwMTE1MTcyN1BQUA%3D%3D

Golpe na população

Para além da má gestão de recursos públicos, o secretário deu dois golpes na população interessada em se empregar na prefeitura: contratou “por fora” para cargos nos quais deveria haver servidores concursados e “sambou na cara” daqueles que esperam ao menos um processo seletivo para entrar na Administração Municipal.

Os absurdos não param por aí. À frente da improdutiva Semas, Neil pagou “por fora” que chegaram a R$ 11.150,00 a uma assistente social, enquanto um fisioterapeuta recebeu por oito meses consecutivos R$ 8.800,00. Esses são apenas exemplos do mar de malversação com recursos do Fundo Municipal de Assistência Social.

A maioria dos “contratados” fora da folha recebeu “salário médio” de R$ 3.900,00 durante praticamente um ano inteiro, em funções como auxiliar operacional, entrevistador social, visitador social, fisioterapeuta e assistente social, postos que existem como cargos de provimento efetivo na Lei Municipal nº 4.230, de 26 de abril de 2002, norma que trata do quadro de pessoal da Prefeitura de Parauapebas.

Improbidade a 1000

Vale lembrar que a forma como Neil agiu, ao contratar prestadores de serviço avulso de forma continuada e em atividades típicas da administração, enseja responsabilização por improbidade administrativa e crime de responsabilidade.

Todo trabalhador contratado legalmente pela prefeitura, seja efetivo ou temporário, deve ter seu vínculo formalizado em folha de pagamento, com garantia de direitos trabalhistas e previdenciários, como férias, 13º salário, FGTS e contribuições ao INSS.

A dúvida que fica para a população é: será que esses prestadores de serviço receberam de fato esses valores? Ou, por serem pagos ao arrepio da lei, “por fora”, os “salários” foram rachados com alguém? Com a palavra, Neil Armstrong, secretário de Assistência Social, ou algum porta-voz puxa-saco comissionado a suas ordens.