Parauapebas

Ineficientes no governo do ‘Doido’, Educação e Saúde devoraram metade da arrecadação

 

Semed, pasta comandada por Maura Paulino, detonou R$ 671 milhões, enquanto Semsa, sob gestão de Luiz Veloso, fez virar fumaça R$ 566 milhões. Secretarias batem recorde de dinheiro público indo pelo ralo sem demonstrar transparência nos gastos, eficiência nos serviços prestados e inovação para justificar tantos milhões que dariam para sustentar mais de 5 mil cidades inteiras Brasil adentro

O prefeito Aurélio Goiano mente por aí que fez e aconteceu na educação e na saúde. Maura Paulino, que comanda a Secretaria Municipal de Educação (Semed), conta lorota sobre merenda e transporte escolar, dois serviços que a colocaram no olho do furacão em ações que foram parar na justiça por suspeitas de irregularidades em contratos. E Luiz Veloso, que conseguiu entregar coisa alguma à frente da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), evita — até de forma sensata — a vergonha de ser mais um a fazer propaganda enganosa em favor da gestão.

E é assim que o trio Aurélio Goiano, Maura Paulino e Luiz Veloso se destaca: zero serviço inovador prestado à sociedade, mas um mundaréu de milhões gastos ao longo de 2025. A Semed, de Maura Paulino, e a Semsa, de Luiz Veloso, torraram juntas a maior quantidade de recursos públicos da história de Parauapebas: R$ 1,237 bilhão, o que corresponde a exatamente 50% dos R$ 2,468 bilhões em receita líquida arrecadados pelo município ano passado.

E olha que eles ainda pedalaram muitos milhões para 2026 porque não deram conta de pagar ano passado. Foi o maior corre-corre para anular despesas a fim de aguentar o rojão dos gastos.

Falaram de Darci, mas fizeram pior

A Semed é a rainha dos gastos. Sob comando de Maura Paulino, a pasta devorou absurdos R$ 671,39 milhões, valor surreal que nem mesmo o governo de Darci Lermen conseguiu tal façanha. A título de comparação, Marabá, que tem mais alunos, mais escolas e mais servidores na educação, consumiu R$ 599,96 milhões ano passado, e o índice de aprendizagem daquele município está numa crescente.

Dessa forma, nada justifica tamanho dispêndio da Semed de Parauapebas, uma vez que a educação local continua tal e qual anteriormente, com o agravante de que o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a ser divulgado em agosto, pode trazer piora drástica dos níveis de aprendizagem e proficiência das crianças devido à bagunça administrativa e pedagógica que se instalou na pasta durante o ano passado e uma chuva de denúncias nos órgãos de fiscalização.

Gastou mais que 5 mil prefeituras

De cada R$ 100 que entraram nos cofres da Prefeitura de Parauapebas, pelo menos R$ 27 foram para manter a ineficiente Semed de pé. A título de comparação, apenas o que Maura Paulino gastou à frente da pasta é mais dinheiro que arrecadação inteira de 92% dos 5.571 municípios brasileiros, de acordo com dados da Secretaria do Tesouro Nacional (STN). Prefeitos de Altamira, Tucuruí, Itaituba e Paragominas, cidades paraenses muito importantes, tiveram menos dinheiro em 2025 que a secretária de Educação de Parauapebas.

A diferença é que esses municípios têm populações acima de 100 mil habitantes, enquanto Maura Paulino tem uma rede de menos de 50 mil alunos e não conseguiu trazer qualquer inovação que justifique tamanha gastança, a não ser contratar temporariamente e sem seleção formal milhares de servidores, no que se configura o maior inchaço de folha da história.

Óscar para gastança e ineficiência

Na Semsa, a patifaria é similar. A secretaria torrou R$ 566,06 milhões, quase 23% da arrecadação do município. Mas a saúde pública melhorou? Eis o mistério da fé. Em absoluto. Nunca em um ano se viram tantos vídeos com confusões dentro e fora das unidades de saúde do município, desde ataques a servidores da Semsa em ambiente de trabalho e que não aceitavam carteirada de cupinchas de Aurélio Goiano e seus aliados até exposição de filas de atendimento, problemas de infraestrutura e acompanhantes levando sofá para confortar pacientes por falta de leito decente.

Aurélio Goiano e sua equipe técnica — que ele vende como “a melhor”, mas que, por ser mentira, nem os próprios acreditam — deveriam ganhar o óscar de incompetência e ineficiência no trato com os recursos públicos. E não é muito difícil entender por que a premiação lhes cairia bem.

 

SEMED | Secretaria Municipal de Educação

Primeiro ano de Aurélio Goiano: R$ 671.388.573,29

Último ano de Darci Lermen: R$ 661.536.170,53

SEMSA | Secretaria Municipal de Saúde

Primeiro ano de Aurélio Goiano: R$ 566.057.968,82

Último ano de Darci Lermen: R$ 482.999.624,91