Parauapebas

Governo Aurélio não consegue arrebanhar puxa-saco e jornada pedagógica vira fiasco

Menos da metade dos 2.100 educadores da rede municipal foi dar palco para Maura Paulino e sua trupe no ginásio poliesportivo, mesmo secretária tendo gastado R$ 60 mil em dispensa de licitação para padronizar camisas. Falta de credibilidade da gestão não levou nem mesmo o prefeito a ir contar lorota no evento, poupando o público de mentiras e Aurélio Goiano, de vaias

Nem mesmo os R$ 670 milhões torrados sem transparência na educação de Parauapebas ao longo do ano passado foram suficientes para mobilizar sequer metade dos educadores para a Jornada Pedagógica 2026, mais um evento com selo “Doido” de qualidade.

Quem foi — mas não tem cargo comissionado para puxar saco do governo ou foi intimado por ser temporário — avalia que a jornada foi um fiasco e pode ser considerada a pior de todos os tempos, termômetro de como será a educação ao longo deste ano, quando, em agosto, será divulgado o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), após um 2025 de muita bagunça e denúncias na gestão educacional.

Segundo educadores não alinhados à cartilha da fracassada equipe técnica da educação de Aurélio Goiano, se houve 500 professores no ginásio poliesportivo, era muito. Os mais afoitos e exagerados, que puxam saco da secretária Maura Paulino e sua gagá equipe, juram de pés juntos que havia, ao menos, “2 mil pessoas” — mentira típica de uma administração cujo prefeito é famoso por falar inverdades e divulgar informações imprecisas.

38% dos educadores: fracasso

O portal Notícias de Parauapebas jogou as imagens do evento em plataformas de inteligência artificial para contabilizar com precisão os participantes (educadores, agregados e curiosos) e o público, na contagem mais otimista, girou em torno de 800 pessoas, o que equivale a apenas 38% dos 2.109 educadores (professores, coordenadores e gestores) atualmente lotados na educação. E olha que, entre os 800 participantes, dezenas não eram educadores.

No confronto direto com imagens de jornadas da época do governo do ex-prefeito Darci Lermen, o evento de Aurélio Goiano se mostra consideravelmente tacanho, tanto em forma quanto em conteúdo.

A última jornada realizada na gestão de Darci, sob comando do ex-secretário José Leal, contabilizou 1.700 participantes. As jornadas realizadas pelos ex-secretários Luiz Vieira e Raimundo Neto também batiam facilmente 1.000 participantes, com adesões espontâneas, mesmo com desembolso de recursos na educação que eram menos da metade do que Aurélio Goiano e Maura Paulino consumiram em 2025.

Falta de credibilidade na rede

A “humilde” dispensa de licitação de R$ 60 mil que Maura Paulino fez no final do ano passado para comprar camisas padronizadas para a jornada daria para adquirir 1.200 blusas ao custo de R$ 50 cada, mas o que se viu foram muitas cadeiras vazias entre o público da jornada. A baixa aderência a eventos da Secretaria Municipal de Educação reflete a falta de credibilidade dos gestores da pasta. Maura até se esforça para ser simpática: põe uma beca, emperiquita o cabelo, sorri sem graça, mas convence muito pouco — e não é de simpatia que a educação precisa.

Para variar, nem o prefeito apareceu para vociferar suas contumazes mentiras, poupando olhos e ouvidos dos educadores com encenações circenses desprezíveis. Diz-se que ele não fez falta e sua ausência até “abrilhantou” a jornada. Por outro lado, não ter comparecido, seja pela razão que for, é um franco sinal do quanto o gestor municipal “valoriza” a educação e “adora” os educadores.

E assim começa mais um ano letivo, com muitos gastos à vista, sem resultados e entregas, com a categoria de educadores de olho no piso do magistério e à espera de um bom reajuste salarial este ano, mas sem muito a comemorar na gestão considerada “da perseguição” para quem não é considerado popularmente “babão”.