Maior prejudicada em meio à cachorrada foi a educação, que perdeu dezenas de servidores, inclusive muitos chefes de setor, exatamente na semana do início das aulas, após Jornada Pedagógica que foi esvaziada e um fracasso. Resta saber se relação sadomasoquista entre prefeito e presidente da Câmara acabou “valendo” ou se daqui a pouco os dois vão estar como “Amélias” e “fazendo cara de paisagem”, rindo da população. São os novos velhos tempos!
O amor acabou. A relação perniciosa e sadomasoquista entre o prefeito Aurélio Goiano, autodenominado “Doido”, e o presidente da Câmara Anderson Moratório parece ter chegado ao fim, e de maneira melancólica e trágica, sobrando para quem nada tinha a ver com o que estão chamando na cidade de “putaria”.
Outrora “meu Casca de Bala” para Aurélio e seus íntimos, Anderson Moratório se tornou uma espécie de “persona non grata” por não ceder aos caprichos bestiais e inconsequentes do “Doido” e de sua intragável equipe técnica, que a cada dia entra na mira dos órgãos de fiscalização e da justiça por diferentes mutretas realizadas em 2025.
Em meio a fortes e intensas emoções da vitória na campanha eleitoral de 2024, do prazer de governar e consumir sem transparência R$ 2,5 bilhões em arrecadação e do sofrimento de não poder possuir tudo o que pensaram que poderiam, a relação entre “Doido” e “Casca de Bala” começou a azedar, diz-se, por negativas de espaços.
Sobrou para o elo mais fraco da cadeia: os servidores comissionados e contratados temporariamente indicados pelo presidente da Câmara em diversas áreas da Prefeitura de Parauapebas, sobretudo na Secretaria Municipal de Educação (Semed), pasta na qual Moratório tentou posar de “última bolacha do pacote”, com denúncias direcionadas à péssima gestão do ex-prefeito Darci Lermen, porém foi absurdamente omisso aos desmandos e às improbidades praticadas pelo grupo de Aurélio Goiano e sua fracassada equipe técnica da educação.
Educação pagou o pato da cachorrada
A crise na educação que se arrasta desde o governo de Darci, mas agravou drasticamente com Aurélio Goiano e Maura Paulino no comando, ganhou novo capítulo nesta quinta-feira (22) de terror em Parauapebas.
Justamente na semana do início do ano letivo, o “Doido” e sua secretária de Educação não tiveram a mínima consideração com os trabalhadores e colocaram na rua dezenas deles, inclusive boa parte dos chefes de setor da Semed. Depois do fracasso e do esvaziamento da Jornada Pedagógica de 2026, na qual nem o próprio prefeito teve coragem de aparecer temendo vaias e ser hostilizado, agora as escolas e as equipes de trabalho se vêm completamente perdidas, sem um líder para orientar.
Maura Paulino, que deveria ter barrado as sandices de Aurélio Goiano, pelo menos neste início de ano letivo para evitar o caos, omitiu-se de desafiar o “imperador”, provavelmente temendo perder espaço de poder. A secretária, que torrou R$ 670 milhões em 2025, gasta tempo e vã energia tentando ser popular nas redes sociais, enquanto o ensino e a aprendizagem desabam na rede pública municipal, com líderes comunitários e pais detonando a gestão da Semed por falta de vagas em escolas.
Mais um dia normal no reino do ‘Doido’
E assim começa mais um dia “normal” na Capital do Minério, com uma inesperada matutina edição extra de Diário Oficial do Município para fazer despertar a Câmara de Parauapebas e deixar com as barbas de molho os atuais puxa-saco do governo, já que ninguém está imune à canetada malversora de Aurélio Goiano.
Resta saber até quando vai durar a birra dos “mimados” prefeito e presidente da Câmara: se o rompimento e a cena de terror das demissões vista hoje são “para valer, valendo” ou só mais um teatro em que, daqui a pouco, os dois vão estar juntos e misturados, tripudiando da cara da população.
Uma coisa é certa: nada será como antes quando o juiz Lauro Fontes Júnior, titular da Vara da Fazenda Pública e Execuções Fiscais, retornar ao batente a partir da próxima segunda-feira (26). No meio da bagunça que se tornou a gestão e a política de Parauapebas, o magistrado é a cereja do bolo para por fim à desordem e ao caos no hospício.





