Parauapebas

Aurélio Goiano despreza zona rural e força colonos a gastarem R$ 50 mil para entrar em casa

Prefeito e secretário de Obras, dois grandes especialistas em pagar por ponte fantasma, torraram quase R$ 42 milhões em 2025 a pretexto de dar manutenção em estradas e pontes rurais. Porém, colonos da Vicinal do Machado são as mais novas vítimas das trapaças e das mentiras do autodenominado “Doido” e sua enlameada equipe técnica. Enquanto Aurélio Goiano caça confusão e protagoniza baixaria nas redes sociais com “aliados”, população sofre consequências do desgoverno

“É pau, é pedra, é o fim do caminho. É um resto de toco, é um pouco sozinho.” A canção de Elis Regina e Tom Jobim, de 1974, faltou emendar apenas um “é o fim da picada” em alguma parte da letra porque é assim que os colonos da Vicinal do Machado avaliam o governo de Aurélio Goiano e sua degradante equipe técnica: como “o fim da picada”.

Para além de enfrentarem paus, pedras, tocos e fins de caminho, os colonos agora precisam pagar para, eles mesmos, fazerem melhorias na vicinal se quiserem entrar e sair de suas propriedades, situadas nas cercanias da estrada de acesso à comunidade de Três Voltas. É ou não é “o fim da picada”?

Neste momento, colonos da Vicinal do Machado já desembolsaram R$ 50 mil para “patrolar” o caminho, às margens do qual residem várias famílias. Segundo imagens e informações repassadas ao portal Notícias de Parauapebas neste sábado (24), Aurélio Goiano mandou fazer serviço meia-boca apenas na estrada principal e desprezou os colonos das redondezas, que agora enfrentam um lamaçal sem fim.

Serviço “porco” e caro da Semob

O titular da Secretaria Municipal de Obras (Semob), Roginaldo Rebouças, um “expert” em pagar por pontes na zona rural que não existem, poderia dar o ar da graça e detalhar aos moradores da Vicinal do Machado o que ele fez com R$ 41.729.871,67 que, de acordo com dados do Portal da Transparência, foram utilizados em “manutenção de pontes e vias rurais” em 2025. Nenhum centavo desse recurso chegou aos colonos da Vicinal do Machado.

Os serviços realizados pela Semob são comumente caracterizados pela população como “sebosos” e “porcos”, dada a falta de qualidade. Parauapebas vai padecendo entre asfalto urbano que se esfarela como borra de café, buracos já existentes que se tornaram crateras e atoleiros que dificultam a vida na zona rural.

Problemas herdados do ex-prefeito Darci Lermen se agravaram com a incompetência da equipe técnica de Aurélio Goiano, mais preocupada em fazer rolos com recursos públicos. Parafraseando Elis e Tom, essa “é a promessa de vida” que o “Doido” está conseguindo entregar em seu mandato que acumula um recorde imbatível de denúncias e ações judiciais.

A cada dia, a situação só piora, enquanto o prefeito gasta tempo e esforços com brigas e baixarias, isolando-se politicamente. Mas o inverno amazônico rigoroso não dá trégua só porque Aurélio se acha “a estrela” das picuinhas e da falta de decoro. E olha que, como diria a canção, as “águas de março” nem fecharam o verão.