Prefeito mentiu adoidado em campanha eleitoral, condenando dispensas de mixaria da gestão passada, mas fez muito pior em seu primeiro ano de governo, com festival de pagamentos por compras diretas. Foram, em média, 13 pagamentos por dia útil e R$ 1,6 milhão distribuídos a cada 24 horas. Maior parte do dinheiro beneficiou forasteiros, que embolsaram fortuna em PIX
“Em meu governo, não vai ter uma compra direta.” Essa foi uma das tantas falas de Aurélio Goiano sobre o advento da dispensa de licitação, quando ainda não era prefeito de fato e de direito, que caíram por terra. Aurélio, seu secretário de Fazenda, e sua atordoada equipe técnica não apenas mentiram sobre não fazer compras diretas, como também bateram recorde em pagamentos nessa modalidade.
O Notícias de Parauapebas fez um levantamento inédito de todos os pagamentos realizados pelo Poder Executivo municipal, compreendendo a Prefeitura de Parauapebas e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaep), e a conclusão é de assustar.
Escorado em um decreto de emergência fabricado, justamente para dar ar de legalidade às improbidades, o prefeito Aurélio Goiano e seus secretários e ordenadores de despesas subordinados fizeram 3.198 pagamentos de dispensas e inexigibilidades de licitação, totalizando R$ 402.173.946,51 ao longo de 2025.
Maior farra de dinheiro público da história
A festa com dinheiro alheio foi tamanha que a média de pagamentos no ano passado foi de 13 por dia útil e R$ 1.608.695,78 por expediente no Poder Executivo. Foi a maior farra de dinheiro público da história da Capital do Minério.
Mas as aparências também enganam. Sem medo de errar, é possível que o valor dos pagamentos decorrentes de compras diretas ultrapasse R$ 500 milhões. Isso porque a contabilidade da prefeitura não fez o devido enquadramento da modalidade de licitação em considerável parte dos pagamentos, um erro amador e que mascara o uso dos recursos públicos, dificultando o controle social.
Os pagamentos de aluguéis de prédios públicos, por exemplo, são feitos por meio de dispensa de licitação ou inexigibilidade, mas, com a equipe técnica de Aurélio Goiano, parte dos lançamentos não foi discriminada assim. O apagão de informações nos portais de transparência é uma estratégia de enganar órgãos de fiscalização e dificultar a checagem por parte da sociedade, e o governo de Aurélio Goiano é “mestre” nessa arte.
Ao longo deste semana, o portal Notícias de Parauapebas vai expor o festival de pagamentos com dispensas de licitação que colocam sob suspeita a administração do autoproclamado “Doido” e a gestão de várias secretarias, que gastaram como se não houvesse amanhã.





