Parauapebas

Com Aurélio Goiano, Parauapebas foi o município que mais perdeu dinheiro no Brasil

Ele gastou tempo falando besteiras e fazendo macaquice em rede social; caçando confusão com adversários e até com aliados; e, como golpe de misericórdia na cidade, promoveu a maior exportação de recursos públicos da história da Capital do Minério juntamente com sua perniciosa equipe técnica. O resultado não tardaria: a Prefeitura de Parauapebas perdeu quase R$ 200 milhões em receita no confronto com 2024, o pior resultado entre as prefeituras do país.

Nenhuma das 5.569 prefeituras brasileiras perdeu tanto dinheiro de um ano para outro quanto Parauapebas em 2025. Administrado por Aurélio Goiano, autointitulado “Doido”, o município famoso por ser bilionário — e que o próprio Aurélio bradava como “cidade bilionária” quando vereador — viu a arrecadação líquida cair drasticamente assim ele assumiu o poder e passou a implementar medidas de exportação de recursos públicos aliadas à incompetência de sua cambaleante equipe nada técnica, que ajudou a corroer as finanças da Capital do Minério.

O portal Notícias de Parauapebas fez um levantamento exclusivo com base em prestações de contas consolidadas oficiais entregues pelas prefeituras a órgãos de controle externo, como o Tesouro Nacional, e constatou que a Prefeitura de Parauapebas foi, lamentavelmente, a que mais empobreceu no país no ano passado.

E não, não foi porque diminuiu a arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), como o prefeito alarma por aí. Ou porque a receita da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) baixou. Nada disso. Ou não somente.

Confiança zero na gestão do Doido

Uma das maiores causas de retração da receita foi a inércia da gestão atual em correr atrás de recursos, atrair investimentos e tornar Parauapebas atrativa para novos negócios. Com portas fechadas na maior parte da Esplanada dos Ministérios devido a sua fama de falar besteiras em demasia e ser desnecessário, Aurélio Goiano não consegue garantir investimentos públicos.

Na esfera privada, grandes e sérios empresários correm do gestor por não acreditarem em sua palavra ou não confiarem em membros de sua inapetente equipe técnica. Conta-se, entre empreendedores de grande capital, que a mandatário coloca a perder qualquer interesse de negócio antes mesmo de começar.

Com isso, Parauapebas assistiu à retração de 7,15% de sua arrecadação. A receita líquida caiu de exatos R$ 2.675.145.986,64 em 2024 para R$ 2.483.828.607,11 em 2025, queda de R$ 191.317.379,53, uma das “bagaceiras” mais feias da Capital do Minério desde a baixa drástica no preço do minério de ferro em 2016, no conturbado final da gestão de Valmir da Integral — e que hoje, com Aurélio Goiano, Parauapebas parece viver um “remake” de terror.