Maior parte dos royalties tem ido parar na conta de forasteiros, uns “abençoados” que Aurélio Goiano, Glauton e outros tiranos presenteiam com dispensas de licitação milionárias, enquanto gente de bem e humilde em Parauapebas corre risco de ser alojada em arapucas pela gestão que parece não gostar muito do município. Com o dinheiro sumindo dos cofres e diante de tantas loucuras, Capital do Minério será enterrada “a cem metros de fundura” antes do previsto
Os forasteiros de estimação do prefeito Aurélio Goiano e sua calamitosa equipe técnica vão ter de economizar na folia este mês. É que a parcela da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) que a Prefeitura de Parauapebas vai receber nos próximos dias será de “apenas” R$ 55.450.294,48 — o que seria muito em uma gestão decente, responsável e afeita à probidade administrativa.
Com isso, o carnaval “financeiro” da turma que atualmente ajuda a quebrar a Capital do Minério não será tão animado como o autodenominado “Doido” gostaria.
Os recursos da Cfem, conhecidos na praça como royalties de mineração, foram a principal fonte de receita de Parauapebas ano passado, mas vêm caindo em razão de prioridades da mineradora multinacional Vale, que atualmente tem em Canaã dos Carajás a maior produção de sua principal commodity comercial, o minério de ferro.
É por isso que, este mês, Canaã vai faturar R$ 72.251.496,11 em royalties, 30,3% a mais que Parauapebas. Essa é a maior distância já imposta pela Terra Prometida em relação à Capital do Minério. Daqui por diante, Parauapebas perderá protagonismo no cenário mineral e, em futuro não muito distante, também será ultrapassado por Marabá, onde, este mês, a Cfem somará R$ 31.197.568,39, recorde histórico.
Vale: ruim com ela, pior sem ela
As falas controversas e desprovidas de fundamentação técnica de Aurélio Goiano contra a mineradora Vale, durante a COP30, em 2025, ainda ressoam. Na tentativa de aparecer e propagar “coitadismo”, o gestor atacou a empresa, que é a maior empregadora privada do município e, apenas em salários e bonificações, movimenta cerca de R$ 1 bilhão dentro de Parauapebas. Ele aprontou “otras cositas más” na COP e, após ataque de pelanca, quase saiu preso do evento por ter agredido um repórter de O Liberal.
O fato é que, sem a Vale, Parauapebas muito provavelmente não estaria lidando com os trambiques de Aurélio e sua equipe técnica assanhadíssima por dinheiro público. É que o município dificilmente existiria com o tamanho e, principalmente, a pujança que ainda hoje ostenta caso não vivesse eternamente na aba da empresa.
Em meio ao “ruim com ela, pior sem ela”, Aurélio Goiano faz inimizades com a multinacional e protagoniza um cenário de caos, desordem e perturbação social, fazendo com que tudo caminhe rumo a Canaã dos Carajás e Marabá, onde, respectivamente, a Vale mantém as maiores operações de minério de ferro e cobre no Brasil.
Loucura prejudica Parauapebas
Parauapebas precisa aprender a viver com cada vez menos recursos, já que o governo municipal, por ser barraqueiro e por padecer de credibilidade, ergue muros e fecha portas com o empresariado em vez de abri-las.
A Cfem deste mês, paga como contraprestação pela atividade extrativa da Vale, é a menor para fevereiro desde 2019 e está quase 31% abaixo dos R$ 72.569.146,83 que entraram nos cofres administrados por Aurélio Goiano e Glauton de Sousa no mesmo período do ano passado.
O cerco está se fechado para o “Doido”, seu secretariado nada técnico e os forasteiros que fazem serviços “nas coxas” e, ainda assim, botam na mesa notas caras — muitas delas milionárias — para receber. O risco é, antes de Aurélio e sua gente serem contidos, Parauapebas quebrar de vez. Porque a outrora próspera Capital do Minério infelizmente encontrou o caminho dos “cem metros de fundura”.





