Já Marabá teve melhor janeiro da história e, inclusive, superou a eterna Capital do Minério em exportações. Diferença de gestão entre os dois municípios é gritante: em Parauapebas, governo Aurélio Goiano coage servidores, usa royalties para pagar folha, quebra a cidade e exporta recursos de uma arrecadação já em queda para forasteiros; em Marabá, Toni Cunha impulsiona Marabá e faz da prefeitura Capital do Cobre 2ª que mais aumentou receita em 2025
Parauapebas está quebrando, e os sinais estão aparecendo até mesmo na balança comercial, na qual a Capital do Minério reinou outrora, por diversas ocasiões, como o maior exportador de commodities do país. E o prefeito Aurélio Goiano — que usou recursos dos royalties de mineração e está atrás de curtidas dos servidores — é um dos responsáveis pelo desastre econômico e que terá repercussões financeiras no médio prazo.
Dados recém-divulgados pelo Ministério da Economia mostram que Parauapebas exportou 348,27 milhões de dólares em janeiro de 2026, o pior resultado em dez anos. A última vez em que o município exportou menos de 400 milhões de dólares em um mês de janeiro foi em 2016, no total de 193,45 milhões de dólares.
Os recordes para o primeiro mês do ano foram alcançados em 2014 (864,35 milhões de dólares) e 2021 (840,55 milhões de dólares), momentos em que a tonelada do minério de ferro — principal produto de Parauapebas — superou 200 dólares no mercado internacional, supervalorizando as exportações.
Governo Aurélio impulsiona catástrofe
Atualmente, a Capital do Minério virou freguesa em perder para Marabá na balança comercial, o que até pouco tempo seria inimaginável para os leigos em assuntos econômicos. Com cesta de produtos diversificada, Marabá vai na contramão de Parauapebas e bateu recorde em janeiro com 377,93 milhões de dólares exportados, inclusive superando o município-filho.
Comandada por Toni Cunha, Marabá avança e enriquece financeiramente, tendo apresentado o 2º maior crescimento na receita líquida do Brasil entre as prefeituras bilionárias. Já Parauapebas, com Aurélio Goiano, vai à falência, com retração na atividade econômica e com a maior perda de arrecadação do país em 2025.
Separadas por apenas 170 quilômetros, as duas maiores cidades do sudeste do Pará vivem hoje realidades econômicas, financeiras e administrativas distintas. Apesar de seus problemas sociais, a gestão de Marabá não enfrenta críticas por asfalto “Sonrisal” ou pela bagunça na rede pública de ensino. O serviço de transporte escolar não está sendo cortado para milhares de crianças, os royalties de mineração não estão sendo usados para pagar folha e ninguém coage servidor a curtir publicações do prefeito.
A responsabilidade de Aurélio Goiano, por outro lado, está no fato de nada fazer para evitar a triste sina de Parauapebas: diminuir a atividade mineral sem compensar com outra matriz econômica que seja tão rentável quanto. Aurélio e sua acéfala equipe técnica agem tal qual o ex-prefeito Darci Lermen, a quem o próprio Aurélio tanto criticou, mas com o agravante de que sua gestão hoje exporta dinheiro público de Parauapebas para enriquecer empresários forasteiros, sem qualquer vínculo ou compromisso com o município e com sua gente.




