Falta de assistência a idosos e pessoas com deficiência; negligência quanto à situação do Mercado Municipal; descaso com a infraestrutura cicloviária; omissão quanto à atuação na infraestrutura em determinadas vias; ausência de fiscalização sobre poluição do solo e de corpos hídricos… a “lista de mazelas” da gestão de Aurélio Goiano é extensa e rende um livro!
Uma verdadeira avalanche de procedimentos administrativos para apurar, com olhos de lupa, a bagunça e as patifarias da gestão de Aurélio Goiano está a caminho, em silêncio, no Ministério Público. Nesta quinta-feira (12), ao menos oito portarias mirando a incompetência da desgastada equipe nada técnica do autodenominado “Doido” foram publicadas pela promotora Patrícia Pimentel Andrade, titular da 6ª Promotoria de Justiça de Parauapebas.
Os temas atingem diversas áreas da administração municipal, particularmente as pastas de Assistência Social, Obras, Urbanismo e Meio Ambiente. Denúncias de irregularidades e omissão da gestão de Aurélio Goiano pipocam todos os dias no Ministério Público, e ainda assim o prefeito e seu secretariado insistem em “peitar” os órgãos de fiscalização. Confira a seguir um resumo da investida da 6ª Promotoria.
A Semas, da folha clandestina
O Ministério Público vai acompanhar e fiscalizar políticas públicas de assistência social, bem como zelar pelo direito à saúde de pessoas idosas residentes em Parauapebas. Dois idosos foram citados nominalmente por omissão da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), chefiada por Neil Armstrong, aquele mesmo secretário que, ao longo do ano passado, cultivou uma folha de pagamento clandestina, imoral e ilegal para empregar pessoal com rendimentos mensais que chegavam a R$ 11 mil.
Relembre o escândalo da folha clandestina aqui: https://www.instagram.com/p/DTkYFxxgCn1/
O Fundo Municipal da Pessoa Idosa tem R$ 1,33 milhão de orçamento este ano. Em 2025, dos R$ 4 milhões inicialmente previstos para uso do fundo, o orçamento foi ressacado, e o “investimento” feito na política de idosos foi de apenas R$ 165 mil, um verdadeiro absurdo.
Outra frente de investigação no âmbito da Semas diz respeito à assistência, bem como ao direito à saúde e à educação de um adolescente deficiente. O Fundo Municipal da Pessoa com Deficiência tem R$ 1,11 milhão de orçamento este ano, mas teve R$ 600 mil no ano passado e, deste valor, torrou R$ 223 mil.
A Semob, da ponte fantasma
A promotora Patrícia Pimentel também está de olho nas políticas públicas de infraestrutura cicloviária no município de Parauapebas, com vistas à efetiva implementação das diretrizes do plano diretor e do plano de mobilidade urbana local, o que seria da alçada da Secretaria Municipal de Obras (Semob), comandada por Roginaldo Rebouças, aquele mesmo secretário atolado na tramoia da “ponte fantasma”, que consumiu R$ 1,5 milhão, mas nunca apareceu.
Relembre o escândalo da ponte fantasma aqui: https://www.instagram.com/p/DQ7_vXPDEnU/
Para este ano, o governo de Aurélio Goiano reservou míseros R$ 90 mil para construção de elementos que viabilizem a trafegabilidade urbana. No ano passado, foram apenas R$ 100 mil direcionados à construção de passarelas elevadas para pedestres e ciclistas, e nenhum centavo sequer foi aplicado.
Outra questão atacada pela promotora é quanto às providências adotadas para reforma do Mercado Público Municipal, com especial atenção às medidas voltadas à resolução de problemas estruturais e sanitários, notadamente a interrupção de alagamentos, a eliminação de focos de mau cheiro e a prevenção da proliferação de doenças, em observância às normas de saúde pública, meio ambiente e urbanismo.
A Semurb, do chefe forasteiro
Se, no ano passado, a Semob torrou quase R$ 9,9 milhões com construção, reforma, ampliação e manutenção de prédios públicos, mas ninguém viu resultado, este ano são R$ 9,98 milhões para a mesma atividade, R$ 400 mil dos quais já foram consumidos pela decadente equipe técnica de Aurélio Goiano.
Mas, em se tratando do Mercado Municipal, os olhares se voltam para a Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb), que é capitaneada por Herlon Soares, aquele secretário forasteiro que operou diversos pagamentos por dispensa de licitação no polêmico serviço da coleta de lixo.
Relembre o escândalo do aterro sanitário aqui: https://www.instagram.com/p/DTv1U3wjwFe/
A Semurb rebaixou o orçamento deste ano para revitalização de feiras municipais de R$ 1,4 milhão para R$ 1,335 milhão e no ano passado nada fez com os míseros R$ 121 mil reservados para as decadentes feiras locais. É o retrato do descaso e do abandono da gestão de Aurélio Goiano, o que exige a certeira intervenção do MP.
A pasta de Herlon Soares também tem responsabilidade, assim como a Semob. sobre a infraestrutura cicloviária, tanto que possui orçamento de R$ 2,2 milhões para construir, reformar e revitalizar calçadas, ciclovias e canteiros. Em 2025, esse orçamento era de R$ 500 mil, mas não foi usado, tendo em vista que a prioridade do governo atual não é melhorar a infraestrutura local ou a vida dos parauapebenses, mas privilegiar contratos com empresários forasteiros.




