“Doido” e seu caquético secretariado estão lançando “pacote de maldades” para, aos poucos, secar direitos e benefícios do funcionalismo, a pretexto de “cumprir lei”. Depois que passou vergonha junto com Vale e FGV, falando que minério vai acabar e que Parauapebas precisa fazer “ajustes”, como se isso fosse novidade, prefeito tenta criar cortina de fumaça com proposta de vale-alimentação a ser distribuído em cartão, com finalidade de beneficiar alguma empresa forasteira e quebrar comerciantes
Depois da vergonhosa e deprimente “prestação de contas” protagonizada pelo prefeito Aurélio Goiano, que convidou representantes da mineradora multinacional Vale e da Fundação Getúlio Vargas (FGV) para endossar e adocicar suas abobrinhas, agora a carabina do autoproclamado “Doido” aponta para o funcionalismo público do Poder Executivo.
Aurélio Goiano e sua destemperada equipe técnica querem transformar o dinheiro do vale-alimentação dos quase 12 mil trabalhadores da Administração Municipal em cartão, medida que priorizaria alguma empresa forasteira e enterraria com pá de cal comércios pequenos, sem estrutura para operar cartões do benefício.
A medida consta do Projeto de Lei nº 17/2026 enviado à Câmara no final de novembro do ano passado, mas que o “Doido” resolveu segurar até segunda ordem para não acabar com as festas de fim de ano dos servidores. Agora, ele quer “urgência” na apreciação da matéria, a qual já é de conhecimento dos sindicatos e alvo de muita indignação entre o funcionalismo.
Confira a íntegra do PL 17/2026 aqui:
O odiado projeto sem lei
O PL altera o segundo artigo da Lei Municipal nº 4.531/2013, que deu vida ao vale-alimentação para os servidores públicos de Parauapebas. De acordo com o novo texto, “o auxílio-alimentação será concedido no valor de R$ 1.500,00, sob a forma de cartão de benefício ou outra forma correlata, por mês de trabalho, mediante efetivo desempenho das atribuições do servidor no órgão, entidade de lotação ou a serviço destes”.
Mas o que é mais bizarro é a justificativa da incompetente equipe técnica de Aurélio Goiano, que se segura em mero despacho da Procuradoria Fiscal do Município para validar a imoralidade. Segundo mensagem do prefeito à Câmara para justificar o PL 17/2026, o entendimento do Superior Tribunal de Justiça (STJ) é de que incide contribuição previdenciária, a cargo do empregador — neste caso, a Prefeitura de Parauapebas —, sobre auxílio-alimentação pago em dinheiro. Porém, se pago por meio de tíquete, vale ou cartão, o auxílio-alimentação não integra base de cálculo para contribuição previdenciária.
Sob essa justificativa furada, Aurélio e sua defenestrada equipe técnica querem contratar, por muitos milhões, empresa forasteira para fazer a intermediação — com distribuição de cartão com vale-alimentação — entre o Poder Executivo e os servidores. Focados em exportar dinheiro público de forma altamente questionável, prefeito e subalternos não percebem que esse tipo de conduta sai mais cara que a própria Administração Municipal arcar com eventuais encargos de contribuição previdenciária sobre a folha do vale-alimentação.
Servidores rejeitam gestão
A controversa proposta de Aurélio Goiano é um tiro no peito dos servidores, que já estão se mobilizando para pressionar os vereadores a não votarem no que chamam de “cachorrada”. O “Doido” teve votos de cerca de 80% dos servidores efetivos, e atualmente percentual muito maior deseja que o prefeito sequer conclua o mandato.
O governo de Aurélio é acusado dentro e fora da cidade de derrubar a economia e as finanças de Parauapebas e levá-la ao caos administrativo, tornando-se motivo de piada e vexame fora dos limites municipais. Com rejeição popular que ultrapassa 73%, de acordo com pesquisa Doxa, a gestão do “Doido” acumula desgastes por incompetência e indícios escrachados de improbidade e malversação.
Recentemente, o prefeito e sua inadequada equipe técnica se tornaram réus por usar recursos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) para pagar vale-transporte, vale-alimentação e até a farda dos servidores da segurança pública. Lei federal proíbe o uso dos royalties de mineração com esse tipo de “bagaceira”, e prefeitos foram condenados e multados em Minas Gerais por prática similar.
Por derradeiro, o prefeito “convidou” representantes da Vale e da FGV para passarem vergonha junto com ele em um teatro chamado prestação de contas na semana passada. Aurélio Goiano busca desesperadamente validação por suas falas e sua gestão desastrosa.
O “Doido” levou representantes das duas instituições para falarem coisas de que a Capital do Minério está careca de saber antes mesmo de Aurélio Goiano existir: que o minério está se esgotando e que Parauapebas precisa de um “cabra macho”, que seja gestor e que tire o município dos “cem metros de fundura”, de um poço no qual o atual governo está enterrando.




