Parauapebas

Aurélio Goiano entregou 67% dos recursos de Parauapebas para forasteiros em 2025

Considerando apenas as 20 empresas que mais arrastaram caçambas de dinheiro da Capital do Minério, 13 são forasteiras e levaram embora R$ 655 milhões dos R$ 933 milhões que governo do autorreconhecido “Doido” pagou no decorrer do ano passado. Nunca na curta história de Parauapebas o empreendedor local foi tão desprestigiado e o comércio se viu tão desmobilizado quanto na atual gestão, que privilegia cambalachos e falcatruas com vigaristas

Foi um ano terrível para a economia de Parauapebas. Em 2025, o prefeito Aurélio Goiano, o secretário de Fazenda Glauton de Sousa e sua inescrupulosa equipe técnica exportaram R$ 626.147.235,13 em recursos públicos diretamente à conta de empresas e empresários forasteiros. O montante equivale a absurdos 67% de tudo o que foi pago por contratos firmados pela Prefeitura de Parauapebas e pelo Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaep).

Essa é parte da conclusão de um levantamento inédito realizado pelo portal Notícias de Parauapebas a partir de informações alimentadas pela gestão municipal no Portal da Transparência. Os valores consideram apenas CNPJs que faturaram acima de R$ 1 milhão. Ao todo, 105 empresas — daqui do município ou de fora — embolsaram mais de R$ 1 milhão, totalizando (só com essas 105 empresas) R$ 933.643.859,17.

Nunca na história de Parauapebas empresas forasteiras chegaram a ganhar mais dinheiro que os empreendedores locais. A chegada de Aurélio Goiano e sua bestial equipe ao poder representou uma virada de chave que desestimula e arrasa o empreendedorismo local e privilegia o empresariado de fora, que na maior parte das vezes presta serviços precários e sem qualquer garantia.

Para se ter ideia da gravidade da situação, dos dez CNPJs que mais arrastaram dinheiro de Parauapebas em 2025, sete eram de fora. Juntas, as sete empresas receberam R$ 423,8 milhões (82,9%) dos R$ 511,07 milhões que o grupo das dez movimentou. Isso nunca havia ocorrido na Capital do Minério.
Numa lista estendida para as 20 empresas que mais embolsaram dinheiro daqui, 13 eram forasteiras e levaram R$ 514,08 milhões (78,5%) de um total de R$ 655,28 milhões movimentados. Confira o ranking

OS 20 CNPJs QUE MAIS FATURARAM NO GOVERNO AURÉLIO GOIANO EM 2025

1º) Aselc (gestão de saúde do HGP), de Belém — R$ 178.110.720,00
2º) INSS (previdência social), de Brasília (DF) — R$ 86.904.629,78
3º) Equatorial (fornecimento de energia elétrica), de Belém — R$ 49.522.171,03
4º) Ressol (coleta de lixo), de Parauapebas — R$ 35.231.854,85
5º) Infracon (obras de infraestrutura), de Belo Horizonte (MG) — R$ 29.892.146,92
6º) Amazon Serviços (pavimentação asfáltica), de Macapá (AP) — R$ 28.091.274,44
7º) Pavifênix (pavimentação asfáltica), de Barcarena — R$ 27.542.963,45
8º) Consórcio Vitória (pavimentação asfáltica), de Parauapebas — R$ 27.351.427,63
9º) A & L Engenharia (pavimentação asfáltica), de Parauapebas — R$ 24.692.230,09
10º) ALL Locação (locação de maquinário), de Marabá — R$ 23.732.586,56
11º) BID (pagamento de juros de empréstimo), de Brasília (DF) — R$ 19.904.540,07
12º) TransCidade (limpeza urbana), de Ananindeua — R$ 18.011.273,58
13º) New Locações (locação de veículos), de Parauapebas — R$ 17.515.739,63
14º) Laca Engenharia (pavimentação asfáltica), de Belém — R$ 15.311.460,29
15º) Clínica de Nefrologia (serviços de saúde), de Parauapebas — R$ 13.439.265,42
16º) Wex e Draw (fornecimento de combustíveis), de Franca (SP) — R$ 12.749.702,25
17º) Ambiental Novo Ciclo (limpeza urbana), de Marabá — R$ 12.197.555,52
18º) Urban Tecnologia (guarda do aterro sanitário), de Goiânia (GO) — R$ 12.112.573,39
19º) White Tratores (obras de infraestrutura), de Parauapebas — R$ 11.844.419,82
20º) Annel Transportes (locação de veículos), de Parauapebas — R$ 11.122.916,72

O portal Notícias de Parauapebas trará em breve novos detalhes dos rolos arquitetados por Aurélio Goiano e sua insana equipe técnica, os quais estão sendo chamados na cidade de “caras de pau” por terem usado recursos dos royalties para pagar folha de servidores, para além de sustentarem forasteiros com cifras milionárias da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem). Usar royalties em pagamento de folha é terminantemente proibido por lei e configura crime de responsabilidade e improbidade administrativa.