Prefeito Aurélio Goiano insiste em culpar gestão antecessora por fracasso de seu governo em áreas sensíveis, como a saúde, que torrou R$ 565 milhões ano passado, dos quais cerca de R$ 180 milhões foram creditados à conta da OS Aselc. “Doido” ainda fala em R$ 100 milhões de dívidas herdadas por sua administração, mas sequer consegue provar. Enquanto isso, Aselc denunciou o falastrão ao TCM, embora se saiba que conselheira Ann Pontes vai abafar o caso.
No governo de Aurélio Goiano, autoproclamado “Doido”, todo dia vem à tona a revelação de uma nova cachorrada. Desta vez, em meio à crise na saúde pública municipal instalada desde que ele assumiu o mandato, o portal Notícias de Parauapebas buscou saber no Portal da Transparência os repasses feitos pelo governo à organização social Aselc, que administra o Hospital Geral de Parauapebas (HGP), de onde mulheres grávidas estão saindo mutiladas e até mortas. O cenário de gastos é de arrepiar.
Em 2025, a gestão de Aurélio Goiano pagou incríveis R$ 179,62 milhões à Aselc. Esse valor é maior que a arrecadação de um ano inteiro de 4.200 prefeituras brasileiras, cerca de 76% do total. Daria para fazer do HGP um palácio encantado, com tudo azul e rosa, mas a realidade não é bem essa — e olha que 111 mil parauapebenses têm plano de saúde e, por isso, nunca ou raramente usam os serviços públicos de saúde, incluindo o Hospital Geral de Parauapebas.
O que mais chama a atenção é o salto olímpico em relação aos pagamentos da gestão anterior: o governo do “Doido” pagou 58,96% a mais que os R$ 113 milhões creditados à conta da terceirizada em 2024, último ano de gestão de Darci Lermen. Em apenas um ano, foram pagos R$ 66,62 milhões a mais, contudo a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) não consegue justificar a farra com o dinheiro público.
Denúncia ao Tribunal de Contas
Embora o prefeito Aurélio Goiano insista em olhar pelo retrovisor para tentar culpar a gestão passada, que desde 2024 foi encerrada, a população de Parauapebas já não acredita mais nas justificativas estapafúrdias. O “Doido” diz, sem apresentar provas, que o governo anterior deixou R$ 100 milhões em dívidas junto à Aselc. Mas então por que ele, Aurélio Goiano, não entrou na justiça para não pagar tal débito, se não era de seu governo?
Por outro lado, a Aselc denunciou o prefeito Aurélio Goiano ao Tribunal de Contas dos Municípios do Pará (TCM-PA) no ano passado. A denúncia será apreciada na próxima sessão ordinária do TCM, marcada para quinta-feira (12), mas é praticamente certeza que a conselheira Ann Pontes, que responde pela apreciação de contas de Parauapebas, vai dar um jeito de abafar o caso — como ela tem feito com todos os que chegam ao Tribunal referentes aos desmandos da trapaceira gestão do “Doido”.
Na crise da saúde, a pior de Parauapebas desde a pandemia de coronavírus, em 2020, Aurélio Goiano e sua fracassada equipe técnica tentam imputar a culpa à Aselc, mas só se esquece de que a responsabilidade por fiscalizar a atuação da terceirizada é de sua gestão. A Semsa, pasta comandada por um analfabeto em gestão pública, consumiu inexplicáveis R$ 565 milhões ao longo do ano passado, e ainda assim o caos se instalou na rede pública de saúde.
Para o secretário Luiz Veloso e o prefeito Aurélio Goiano, que ganham salários altíssimos para serem inoperantes e instalarem a tragédia e o caos no Sistema Único de Saúde (SUS), é fácil correr para a rede particular quando sentirem dor. Mas, para a população menos favorecida, resta a sensação de impotência e medo porque, se precisar usar o HGP hoje, não é certeza de que, ao entrar lá, conseguirá sair vivo. É a Capital do Minério vivendo cenas de filme de terror.





