Semas tem 685 servidores, dos quais 558 são contratados ou comissionados, mas nem metade disso deu as caras na live recheada de besteirol de Neil Armstrong, que pagou mico tentando exibir feitos grandiosos, enquanto número de famílias “migrando” para a pobreza bate recorde em Parauapebas, tendo aumentado 20% desde que Aurélio Goiano assumiu o poder. Neil também não falou sobre a contratação de dezenas de pessoas fora da folha, de forma clandestina. Será por que, né, secretário?
Um fra-cas-so. Esse foi o resultado de uma live realizada na noite desta quinta-feira (12) por Neil Armstrong, chefe da Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), aquele mesmo que vem pagando de forma continuada, reiterada e clandestina trabalhadores fora da folha de pessoal.
Tentando imitar as patacoadas do chefe-mor, o prefeito Aurélio Goiano, o “pronunciamento” do precário secretário não deu mais que 250 pessoas ao vivo, embora ele tenha se exaltado e dito que “já tem gente demais aqui nesta live”.
Na “plateia”, servidores contratados e comissionados da Semas, que precisam apoiar o gestor sob risco de perderem o emprego. E também não faltaram companheiros de incompetência e inoperância administrativa, a exemplo da secretária de Educação, Maura Paulino, que, aliás, deveria fazer live para explicar o enredo de desmandos à frente de sua pasta, como funcionária fantasma, professor ficha suja, pagamentos de vale-alimentação com royalties e as confusões e trapalhadas envolvendo merenda, transporte escolar e contratação de pessoal.
O fiasco de público no teatro de Neil Armstrong demonstrou que nem mesmo familiares do gestor tiraram tempo para prestigiar as mentiras e imprecisões contadas como “últimas maravilhas”. Neil parece viver num eterno mundo da lua e desconhecer a realidade de Parauapebas.
Apesar das bobajadas que reportou como “feitos” de sua gestão, o secretário não falou do R$ 1,862 milhão que pagou ao longo de 2025 a pessoas físicas para “prestar serviços”, de forma continuada, as quais desempenharam atividades típicas do quadro de servidores do Município de Parauapebas. E não só: em janeiro deste ano, ele fez R$ 278 mil em pagamentos da mesma natureza, em flagrante ilegalidade.
No frigir dos ovos, a baixa adesão ao “pronunciamento” chama atenção para a alta rejeição do governo de Aurélio Goiano, o que repercute nos secretários, altamente descredibilizados. Neil, por exemplo, foi o mais criticado na sessão da Câmara da última terça-feira, inclusive por vários vereadores da base governista. O insatisfatório desempenho dele à frente da Semas, amparado em amadorismo e aventuras administrativas, é percebido até pelos vereadores menos escolarizados.
Parauapebas mergulhada no caos social
Com Neil Armstrong à frente da Semas, o número de pessoas em situação de pobreza disparou de forma absurda. Hoje, 133 mil parauapebenses — praticamente metade da população contada no Censo 2022 — estão inscritos no Cadastro Único do Governo Federal, dos quais cerca de 54 mil estão em situação de pobreza e 42 mil são considerados pessoas de baixa renda.
O número de famílias carentes passou de 39 mil no final da gestão passada para aproximadamente 47 mil hoje, um assustador crescimento de 20%. A velocidade com que cidadãos empobreceram em Parauapebas desde que Aurélio e Neil se tornaram gestores é superior ao próprio aumento da população local.
A gestão de Neil é mais um capítulo que espelha o fracassado governo de Aurélio Goiano, atualmente com rejeição estelar, na mesma galáxia do titular da Semas. A impopularidade das lideranças indicadas pelo prefeito soa como termômetro e sinaliza que a sociedade não acredita mais no governo e tampouco tolera as mentiras e os devaneios que qualquer porta-voz conta.




