Dados do Ministério da Saúde mostram que, desde 2025, Parauapebas se tornou o município onde mais mulheres saem mortas após se internarem para dar à luz, superando Belém, Ananindeua, Santarém e Marabá. Enquanto isso, continua a queda de braço entre governo do “Doido” e a terceirizada Aselc para encontrar “culpado” da crise. Em outro front de ruínas, mais especificamente na educação, a peleja é para encontrar contrato de veículos do transporte leve
Não adianta mounjaro, maquiagem, lipo ou botox nos serviços públicos prestados à população pelo governo de Aurélio Goiano e sua rebaixada equipe técnica nas secretarias de Saúde (Semsa) e Educação (Semed). A sociedade não acredita mais nas promessas vãs e não vê as gambiarras de todos os dias com bons olhos. E a Câmara também não.
Nesta terça-feira (17), a vereadora Maquivalda Barros (PDT) vai, pela enésima vez na atual legislatura, desossar a preguiça da gestão do autoproclamado “Doido” para cumprir leis e dar transparência a atos administrativos. Por meio de três requerimentos, a parlamentar combate a inércia de Aurélio Goiano, Luís Veloso e Maura Paulino no tocante à oferta de serviços sociais básicos e à aplicação de recursos públicos.
Os cerca de 315 mil habitantes de Parauapebas têm sofrido com um verdadeiro apagão na transparência protagonizado pela libertina equipe nada técnica do prefeito, que trabalha com afinco para enterrar o município a “cem metros de fundura”, em estrito cumprimento às ordens e aos progressos do “rei”.
Cidade mortal para mulheres
A vereadora Maquivalda tem estado bastante preocupada com a situação da saúde em Parauapebas. Servidora de carreira da Semsa, a parlamentar nunca havia se deparado com tamanha vulnerabilidade às mulheres quanto atualmente.
Por meio do Requerimento nº 74/2026, Maquivalda quer que a Secretaria Municipal de Saúde traga a público quais providências vêm adotando para implementar e cumprir a Lei Municipal nº 5.061/2021, que trata de situações que envolvam violência obstétrica em Parauapebas.
De autoria da ex-vereadora Eliene Soares, a lei foi criada para proteger mulheres contra a violência obstétrica e garantir assistência humanizada na gravidez, no parto, no nascimento, no abortamento e no puerpério. Parece que, lá em 2021, a então parlamentar já premunia o caos que estaria a saúde pública a partir de 2025, com a chegada de Aurélio Goiano ao poder.
Dados do Ministério da Saúde revelam que, entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026, Parauapebas foi o município do Pará com o maior número de óbitos de mulheres que se internaram para parir, mas saíram do hospital no caixão. A mortandade no governo do “Doido” supera os óbitos em cidades com volume muito maior de atendimentos em saúde, como Belém (metrópole de 1,4 milhão de habitantes), Ananindeua, Santarém e Marabá. O cenário é trash.
Queda de braço: ‘Doido’ X Aselc
No Requerimento nº 75/2026, a vereadora Maquivalda busca informações e documentação comprobatória do cumprimento do acordo judicial celebrado entre o Município de Parauapebas e a organização social Aselc, terceirizada que cuida do Hospital Geral de Parauapebas (HGP).
Entre os pontos estabelecidos no acordo, está o pagamento, por parte da Prefeitura de Parauapebas, de valores devidos à Aselc a fim de assegurar a continuidade da prestação de serviços de saúde no hospital, bem como a constituição de comissão administrativa para realizar estudos ou auditoria quanto à execução do contrato. Além disso, ficaram acertadas a regularização dos pagamentos em atraso e a garantia de continuidade dos repasses mensais necessários à manutenção das atividades hospitalares.
Porém, Aurélio Goiano e a péssima equipe à frente da Semsa insistem em tratar a Aselc como “bode expiatório” do fracasso administrativo, técnico e de gestão que é o governo atual, o qual acumula recorde de morte de mulheres sem, ao que parece, qualquer remorso.
Educação sumiu com contrato
Já o Requerimento nº 76/2026 de Maquivalda trata do “sumiço” do contrato de veículos leves da Secretaria Municipal de Educação, na dramática gestão de Maura Paulino. A pasta tem um pouco de tudo: tem servidora fantasma, como motorista de transporte leve contratada aqui e técnica de enfermagem acolá; tem chefe que é marido de fantasma; tem “notas de esclarecimentos” a dar com pau; mas não tem o questionado contrato do transporte leve às claras, de fácil acesso ao cidadão e aos órgãos de fiscalização e controle.
Campeã em denúncias nas costas perante órgãos de controle e fiscalização, Maura Paulino tem sua atuação questionada por educadores mais experientes, os quais não integram o círculo de “babões” que apoiam os desmandos de Aurélio Goiano e a trupe que o orienta. Ela não consegue entregar resultados e vive implorando por curtidas e compartilhamentos de vídeos cheios de mentiras, ilusões e fantasias nas redes sociais.
Agora, a secretária terá de prestar esclarecimentos, entre outras questões, sobre a relação completa da frota de veículos locados e em uso pela Semed, com marca, modelo, placa, empresa locadora, setor responsável pela utilização do carro e servidor responsável por sua gestão. Maura Paulino, que tanta pedra atirou na gestão passada, alardeando que estava tudo errado, agora virou a mais frágil das vidraças.





