Parauapebas

Merenda de governo Aurélio Goiano em 2025 teve superfaturamento de até 131%

Fome de trambiques e sede de cambalachos é grande na gestão do autoproclamado “Doido” e deixou alimentação escolar literalmente salgada. Nem os piores dos piores que passaram pela prefeitura teriam coragem de comprar produtos perecíveis com sobrepreço de 100%. Município recebeu ao longo do ano passado R$ 6,1 milhões em verbas federais para custear merenda e população quer saber onde dinheiro foi parar. Situação deve render outra denúncia na justiça

Um horror. A primeira dispensa de licitação do decadente governo de Aurélio Goiano em 2025 para aquisição de itens da merenda escolar foi um violento soco no estômago de Parauapebas. Teve produto com superfaturamento que ultrapassou absurdos 130% em relação aos preços praticados no comércio local, onde produtos perecíveis são considerados “pela hora da morte” de tão caros.

Aurélio Goiano e Maura Paulino deram uma verdadeira aula ao cidadão, mostrando que o que  um pai de família gasta com supermercado é pechincha perto dos preços que eles negociaram para a merenda escolar dos 49 mil alunos da rede municipal. E não, não teve caviar, ostras, trufas brancas, torta caramelizada ou drinque não alcoólico para servir à garotada. Nada disso.

De acordo com levantamento detalhado realizado pela vereadora Maquivalda Barros (PDT), o que teve muito foi sobrepreço. Um simples extrato de tomate que custa entre R$ 2 e R$ 3 foi comprado pela Secretaria Municipal de Educação (Semed) por 131,5% acima do preço normal. Já um pacote de arroz parboilizado de 5 quilos, comumente encontrado por R$ 18, foi adquirido por 131% além.

O pacote de macarrão espaguete foi comprado por Aurélio e Maura por quase 115% a mais que o habitual, enquanto o pacote de 500 gramas de milho branco para canjica foi levado às cozinhas das escolas por 108%. A farinha de mandioca adquirida pela gestão daquele que se gaba por “Doido” custou 77% a mais que o comum, mesmo percentual do feijão fradinho.

Inflação do IBGE cai, mas inflação do ‘Doido’ explode

A conta para sustentar as travessuras administrativas de Aurélio Goiano e sua incompetente trupe é salgada e quem paga é o contribuinte. Contrariando a hiperinflação dos itens da merenda escolar, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra que justamente em 2025 os alimentos ficaram mais baratos no país. 

O arroz, por exemplo, foi o item que mais caiu de preço: 26,5%, segundo o IBGE. O feijão fradinho caiu 14,4%; o preço do milho despencou 2,24%; o macarrão diminuiu 0,15%; e a farinha de mandioca baixou de preço 1,35%. Apenas o extrato de tomate registrou aumentou de 2,95%, ainda assim nada comparado aos inconsequentes 131,5% acertados pela Semed.

De acordo com a vereadora Maquivalda, ao menos 15 itens tiveram sobrepreço superior a 10% no comparativo com preços de mercado. Até é frequente que a Administração Pública pague mais por produtos e serviços em relação aos valores aplicados ao consumidor comum. Mas da forma como o governo Aurélio Goiano fez em 2025 foi chocante.

Um ano: ‘nova’ Semed não deu conta de fazer licitação 

A secretária de Educação fez uma dispensa de licitação milionária por seis meses e, por falta de competência, nunca deu conta de realizar licitação regular, seja concorrência ou pregão. Apenas na última terça-feira (17) a Semed conseguiu publicar um processo de registro de preços no valor de R$ 37,46 milhões para comprar merenda.

Por outro lado, é curioso ver que as empresas que cobram valores exorbitantes pelos serviços prestados ao desastroso governo do “Doido” são as mesmas que ele acusava de “mamar” na gestão passada. Aurélio Goiano não apenas manteve as empresas que criticou como também fez explodir os preços para o contribuinte pagar com seus impostos.

A Semed vai sendo empurrada por meio de gambiarras, e a nada técnica equipe de lá segue crendo piamente na impunidade sem se dar conta de que, mais cedo ou mais tarde, a atual gestão deixará o poder e ficará com as contas penduradas e vulneráveis perante os órgãos de controle. A trágica gestão financeira da famosa “equipe técnica” de Aurélio Goiano será lembrada até a posteridade.