Montanha de dinheiro, que só 57 outras prefeituras conseguiram escalar, evaporou dos cofres do município, carregada em grande parte por empresários forasteiros sem compromisso com a sociedade, enquanto população local sofre com buraqueira, esgoto a céu aberto, educação em decadência e saúde na UTI, com mortes acima do normal. Vendo tanto dinheiro à disposição, única preocupação do prefeito é com a próxima pescaria do fim de semana e com cachorradas armadas nas contratações públicas, a esmagadora maioria dispensando ou inexigindo licitação
Parauapebas está entre os municípios mais letais para pacientes que se internam na rede pública de saúde; é a 5ª cidade mais “sebosa” do Brasil por falta de saneamento básico; e tem a população que mais passou vergonha mundial na COP30 por causa da agressão de seu gestor a um repórter.
Parauapebas também foi o lugar que mais exportou recursos públicos no Pará a empresários forasteiros e sem compromisso com o desenvolvimento local, no total de mais de R$ 650 milhões, e tem a única prefeitura que pagou mais de R$ 53 milhões com recursos dos royalties de mineração em folha de servidores, após inchá-la com comissionados.
E mais: infelizmente, Parauapebas tem a cidade com mais buracos; os mais caros e precários serviços de saúde; a mais cara e ineficiente educação na rede pública municipal; a mais crescente taxa de pobreza; o comércio que mais vai à falência; e a administração mais avacalhada e criticada.
Esse é o retrato da Capital do Minério, que nesta terça-feira (24) chegou oficialmente a R$ 3 bilhões em receita líquida, dinheiro vivo, desde o primeiro dia em que Aurélio Goiano e sua falida e cada vez mais fragmentada “equipe técnica” pisaram na prefeitura, em 1º de janeiro de 2025.
Só 57 municípios brasileiros — de um total de 5.571 — tiveram o privilégio de arrecadar mais de R$ 3 bilhões no mesmo período. Capitais como Porto Velho (RO), Palmas (TO), Macapá (AP) e Rio Branco (AC), mesmo sendo mais populosas e mais importantes que Parauapebas, não conseguiram ajuntar a mesma quantidade de dinheiro público no período.
Mas a dinheirama nem de muito longe se converteu em desenvolvimento humano e progresso social. Hoje, o que se vê são secretários perdidos, respirando por aparelhos nos respectivos cargos e sendo “fritos” pelo autodenominado “Doido”, que agora faz tudo — e faz pior — que prometeu não fazer, inclusive entregar pastas de mão beijada a vereadores.
Gestão das baixarias
Brigas públicas, confusões e baixarias dão o tom da gestão de Aurélio Goiano, que é cercado por fantoches e simulacros de gestores sem experiência no trato de recursos público e que, por isso, estão sendo bombardeados com denúncias junto a órgãos de controle e fiscalização, além de se tornarem réus em uma infinidade de ações judiciais.
Parauapebas se tornou ingovernável com o “rei” no poder e sua forma inconsequente e intimidadora, na tentativa de calar opositores, a sociedade e a imprensa. Mas se tornou ingovernável não por falta de dinheiro, mas por falta de competência e pela inserção de peças erradas em lugares errados. No tabuleiro da administração, o rei está nu faz tempo.
Em 2025, Aurélio Goiano torrou, sem qualquer explicação ou justificativa razoável, R$ 2,484 bilhões. Este ano, até hoje, já são R$ 553 milhões que pegaram rumo incerto e não sabido. E lá se vão R$ 3,037 bilhões “enterrados a cem metros de fundura” que poderiam e deveriam ter sido utilizados para melhorar as condições da cidade e a vida dos 315 mil habitantes do município, na cidade e no campo.
E não há uma luz no fim de túnel. Se depender da base aliada de Aurélio Goiano na Câmara, tudo continuará “mil maravilhas”, como está hoje, mesmo com a população revoltada nos quatro cantos cardeais. Parlamentares defensores da base estão se enrolando cada vez mais e sendo detonados e até vaiados por acobertarem os cambalachos do governo e a falência nas áreas de educação, saúde, infraestrutura, as que têm a pior avaliação na percepção popular.
Nem adianta Aurélio Goiano recorrer à velha tática — que ele próprio criticou outrora — de entregar secretarias a aliados para salvar seu governo, que nasceu fadado ao fracasso e caminha para ser enterrado nos mesmos cem metros de fundura onde ele está despejando Parauapebas. O eleitor não vai engolir essa patacoada.