Número de professores que têm adoecido de depressão, ansiedade e até cânceres disparou de 2025 para cá. Não dá para afirmar que tenha relação com as pressões que sofrem na rede de ensino, mas uma coisa é fato: o assédio moral cresceu de forma tal na gestão de Maura Paulino na Semed que em alguns episódios se tornou caso de Ministério Público e até de polícia. Quem perde são os alunos
Sob comando do prefeito Aurélio Goiano e sua secretária Maura Paulino, a rede pública municipal de ensino conseguiu piorar em 2025 indicadores que já vinham cambaleantes. É o que mostram microdados do Censo Escolar recém-divulgados pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), que trazem um alerta preocupante: o professor passou a “se virar nos 30” e mudar de escola com uma frequência nunca antes vista.
A perseguição empreendida pela gestão do autoproclamado “Doido” a servidores da rede e as medidas administrativas destrambelhadas da Secretaria Municipal de Educação (Semed), amparadas em justificativas estapafúrdias de Maura Paulino e de sua incompetente equipe técnica, estão por trás da degradação do chamado “Esforço Docente”, que dimensiona a jornada de trabalho do educador com base na quantidade de alunos, nas turmas para as quais leciona e nas escolas onde atua.
O Esforço Docente é examinado a partir da declaração de secretários escolares, que preenchem formulários específicos sobre os professores no Censo Escolar anual. Com as informações, o Inep segmenta os docentes em seis níveis, que vai do ótimo (professor com turma de até 25 alunos em um único turno e escola) até o exaustivo (professor com mais de 400 alunos divididos em várias turmas e que leciona em três turnos e em mais de uma escola).
Salas superlotadas
Depois da chegada de Aurélio Goiano ao poder e Maura Paulino à Semed, a rede municipal de Parauapebas se tornou a segunda pior para um professor trabalhar, em termos de esforço, só atrás da rede municipal de Bannach.
Em média, os professores de Parauapebas dão aula para até 300 alunos, em dois turnos, sendo que as turmas da rede municipal daqui estão entre as mais superlotadas do Pará. Segundo o Inep, a média de alunos nas turmas dos anos finais do ensino fundamental é 30,3 por sala, enquanto em Marabá a média é de 28,5 alunos e na vizinha Curionópolis é 24,2 alunos.
Em 2025, os professores viveram dias de cão com lotações à revelia. Os corredores da secretaria testemunharam filas intermináveis de educadores “avisados” sobre mudança de escola em cima da hora, sem que tivessem tempo para se programar. A insatisfação foi geral, sem contar o fato de ter de lidar com coordenadores enfiados na marra nas escolas por indicação política que mudava do dia para a noite, sem qualquer experiência anterior, levando desordem e caos às práticas pedagógicas no ambiente escolar.
Nesse cenário, uma epidemia silenciosa de adoecimento de educadores vem se alastrando na rede, agravada por pressões e uma onda de assédio, com explosão de denúncias em 2025 que foram parar no Ministério Público e até na delegacia. Vários professores experientes estão padecendo com ansiedade, depressão e até cânceres. Muitos evitam cargos de gestão ou coordenação para não se subjugarem aos desmandos vindos da Semed, tendo em vista que a desastrosa gestão da educação de Aurélio Goiano e Maura Paulino é considerada a mais perseguidora da história e a pior de todas.