Menos exportações implica menos royalties de mineração para prefeito torrar. Ele quer fazer zoada com dinheiro da Cfem para tapar buracos, mas cidade nunca tinha tido tanta cratera quanto agora. População pode se preparar para mais um episódio de gastança desenfreada com asfalto “Sonrisal”. E o “Doido” que se prepare para ouvir do povão o que não é novidade: “prefeito de um mandato só”
Se você acha que o que está terrivelmente ruim não pode piorar, é porque ainda não teve conhecimento dos dados da balança comercial divulgados esta semana pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC): Parauapebas afundou no mês de março para o pior desempenho em duas décadas. E isso tem a ver, e muito, com a vida de quem mora no município e vive no dia a dia a desordem e o caos protagonizados pelo governo de Aurélio Goiano.
O portal Notícias de Parauapebas analisou os dados do MDIC segundo os quais Parauapebas exportou 263,91 milhões de dólares no mês passado, o volume mais fraco desde 2008, quando a mineradora multinacional Vale ensaiava fazer do Pará a maior potência mineral do Brasil. O resultado comercial de março de 2026 em nada se parece com o 1,009 bilhão de dólares exportado em março de 2021 ou com os 816,42 milhões de dólares transacionados em março de 2017.
No mês passado, Parauapebas foi tão ruim na balança comercial que simplesmente sumiu no ranking dos 10 maiores exportadores nacionais. Acostumada a estar no topo das exportações e a ser o sustentáculo da economia nacional até poucos anos, a Capital do Minério passou a ser a 13ª maior exportadora, sendo superada no Pará por Canaã dos Carajás (568,17 milhões de dólares, 6º) e Marabá (296,62 milhões de dólares, 12º).
Impactos para a economia local
Os valores da balança comercial expressos em dólar podem parecer distantes da realidade do cidadão comum de Parauapebas, mas dizem mais sobre este do que ele próprio imagina. É que as exportações de março vão produzir os royalties de mineração que a Prefeitura de Parauapebas vai receber no mês que vem, maio, para Aurélio Goiano e sua desprestigiada equipe nada técnica gastarem.
Como Parauapebas produz e exporta apenas commodities minerais, os royalties são recebidos dois meses após a consolidação do embarque para além-mar. Daí, em razão da baixa nas exportações, é certo que a chamada Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) seguirá em queda, estacionada na média de R$ 30 milhões.
É com os royalties de mineração que a população deveria ser atendida em suas necessidades mais básicas, principalmente saúde, educação e infraestrutura. A Cfem deveria ser utilizada para preparar o município para cenários como esse, de retração da atividade econômica e queda de receitas. Mas com prefeitos da estirpe de Aurélio Goiano e secretários como os que ele carrega a tiracolo, planejamento é missão quase impossível.
Nova edição do asfalto ‘Sonrisal’
O prefeito quer fazer zoada com o dinheiro da Cfem para tapar buracos na cidade. Parauapebas nunca teve tanta cratera quanto agora, e a população pode se preparar para uma nova rodada de gastança desenfreada com asfalto “Sonrisal”. Pergunte a qualquer condutor de veículo o que acha dos sebosos serviços realizados pela equipe do autoproclamado “Doido”, e esse condutor dirá na lata: “péssimos”. E completará: “esse aí é prefeito de um mandato só”.
O governo de Aurélio Goiano — que a população chama sem rodeios de “desgoverno” — trouxe consigo uma onda de piora em Parauapebas: na balança comercial, nos indicadores de educação, na saúde, na infraestrutura, na percepção da população sobre serviços públicos, na visão externa sobre o município e até na própria popularidade do gestor, em queda livre.
A trupe do “Doido” mandou fazer panfletagem para culpar o governo anterior por problemas que o atual não está dando conta de resolver por excesso de incompetência. Logo mais vão colocar a culpa da derrocada da balança comercial, do sumiço dos mais de R$ 3 bilhões arrecadados desde o ano passado e até da guerra no Irã na gestão que passou.
O discurso não convence mais e só tem deixado a população indignada diante da inapetência de Aurélio Goiano. Devido a tantos eventos runs, cidadãos de bem têm dito que Parauapebas jogou pedra na cruz.