Profissionais da gestão escolar estão murmurando porque a bagunça no pagamento parece ter sido “presente” pelo Dia do Trabalhador. Cargo de gestor escolar é comissionado, mas a “equipe técnica” que Aurélio Goiano colocou na Semed não dá conta sequer de agradar aos parceiros, muitos deles extremamente insatisfeitos com a administração tresloucada que acumula desgaste em Parauapebas
A bagunça na administração da Secretaria Municipal de Educação (Semed) está atingindo até mesmo quem topa defender a indefensável e precária gestão de Aurélio Goiano e Maura Paulino. Desta vez, os “premiados” foram diretores escolares, que receberam o pagamento — acredite! — faltando muitos milhares de reais poucas horas antes de comemorar o Dia do Trabalhador. Esse é mais um presente de grego da gestão mais rejeitada de todas.
É provável que a Semed alegue ter sido “erro” no processamento do pagamento, mas a situação é mesmo de amadorismo, já que é assim que Parauapebas vem sendo gerida. E não é a primeira vez que profissionais da educação têm problema com o pagamento na era Aurélio e Maura — e olha que isso não acontecia nem mesmo nos piores momentos de gestões anteriores.
Diretores revoltados entraram em contato com o portal Notícias de Parauapebas para denunciar o que chamam de “mais essa presepada” do “desgoverno do Doido”, que sumiu com parte do pagamento dos profissionais de gestão escolar. Eles, que são professores concursados, recebem comissão pelo cargo de direção e adicional que varia conforme o porte da escola. A responsabilidade é gigantesca.
Desgoverno rejeitado
Na folha de abril, a Prefeitura de Parauapebas pagou ou deveria ter pago o reajuste salarial concedido no vencimento-base e no vale-alimentação, bem como uma parcela do reajuste retroativa ao mês de janeiro. Neste momento, diretores calculam até centavos para checar o tamanho do calote dado pela desastrosa equipe técnica.
O máximo que pode ter havido, além de incompetência, é falta de organização para garantir o correto e adequadro processamento da folha. Falta de dinheiro não é: entre janeiro e abril deste ano, a Semed foi irrigada com R$ 106,33 milhões do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que atualmente é usado só para pagar salário. Os dados podem ser consultados na conta de governo da Prefeitura de Parauapebas no Banco do Brasil.
O Fundeb bate recorde de recursos enquanto o “desgoverno” de Aurélio Goiano bate recorde de trapalhadas e insatisfação popular, inclusive com aliados.