Parauapebas

Aurélio Goiano busca palco em meio a desmonte do Saaep por fracasso de seu governo

Em 2015, no auge do governo Valmir, população pagava, em média, R$ 191 para manter Saaep de pé. Com Aurélio Goiano e sua fracassada equipe técnica, despesa da autarquia quase triplicou e custo do órgão por habitante foi a R$ 311. Enquanto Governo do Estado foi rápido com concessão do serviço de saneamento, prefeito ficou dando milho aos pombos e agora quer mídia para simular choro, mesmo após sua equipe ter torrado mais de R$ 95 milhões do órgão durante o ano passado

Queimado e longe dos holofotes devido a seu comportamento pernicioso, sobretudo no final de 2025, o prefeito Aurélio Goiano resolveu sair do ostracismo de sua impopularidade e pegar carona no tema do momento: a concessão, por parte do Governo do Estado, do serviço de saneamento básico à iniciativa privada, tirando de cena o Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Parauapebas (Saaep).

Orientado por sua controversa equipe técnica, o prefeito tem buscado palco na imprensa alinhada a seu governo para divulgar mentiras, fake news e informações imprecisas, enaltecendo seus subalternos no Saaep, que, sob seu comando, torraram R$ 95,19 milhões ao longo de 2025.

Após 12 meses de uma administração caótica, embora diga o contrário, Aurélio Goiano não resolveu o problema da água em Parauapebas muito menos acresceu um centímetro sequer a rede de esgotamento sanitário. A Capital do Minério continua com esgoto correndo a céu aberto, e os dados de 2025 repassados pelo governo municipal, já sob comando de Aurélio Goiano, ao Sistema Nacional de Informações em Saneamento Básico (Sinisa), não mostram aumento expressivo ou universalização do atendimento à população com água encanada.

Pelo contrário: a dita “equipe técnica” do Saaep gastou muito e entregou pouco, ainda que o prefeito insista em dizer que levou água a 16 bairros de Parauapebas, deixando a descoberto outras dezenas onde o serviço funcionava bem, obrigado. Foi desespero e gambiarra para todo lado.

Óleo de peroba

Além de gritar e falar abobrinhas, Aurélio Goiano, como gestor municipal, nada fez para evitar que o Saaep sucumbisse a sua própria finalidade. Órgão da Administração Indireta municipal, a autarquia consumiu R$ 898,57 milhões ao longo de sua existência — valor que pode, ao final, superar R$ 900 milhões assim que a atrasada equipe técnica de Aurélio Goiano fizer os ajustes contábeis e consolidar as contas de 2025.

No ano passado, e sob comando do governo de Aurélio Goiano, o Saaep fez evaporar praticamente o triplo do que foi gasto em 2015 — R$ 36,36 milhões naquele ano. Nesse período, a população não triplicou, sequer dobrou: passou de 190 mil para 306 mil habitantes. Todavia, o custo médio desembolsado por cidadão para manter o Saaep de pé saltou de R$ 191 em 2015, no auge do Governo Valmir, para R$ 311 ano passado, com o autoproclamado “Doido” na prefeitura.

A verdade é que, sob o comando do desastroso e conturbado governo de Aurélio Goiano, o Saaep ficou mais caro para o contribuinte e mais ineficiente, e agora o prefeito simula chorar pitangas para tentar comover a população, que o avalia, segundo pesquisa Doxa, como o pior prefeito do Pará. Sobram lágrimas de crocodilo e falta óleo de peroba.