Ele e sua desastrosa equipe técnica, cheia de lunáticos e economistas de meia tigela, querem levar a crer que R$ 57,86 milhões em Cfem em janeiro é pouco para fazer frente às despesas do município. Mas a população já não cai nesse “golpe da receita” faz tempo. Inclusive, vê o atual prefeito, segundo pesquisa Doxa, como o pior do Pará. Como filosofaria por aí um caquético parlamentar mui familiar das pautas inúteis, “é só parar de roubar que o dinheiro dá”. Conselho de pai para filho de milhões!
A Prefeitura de Parauapebas recebeu no último dia 16, em sua conta de governo no Banco do Brasil, exatos R$ 57.857.634,29 em royalties de mineração, e o prefeito Aurélio Goiano e sua mequetrefe equipe técnica estão achando pouco.
Sem conseguir entregar serviços relevantes e de qualidade à população, eles tiveram uma “brilhante” ideia: espalhar na mídia que o dinheiro dos royalties é pouco para fazer frente às demandas do município, ventilando um arsenal de números equivocados e controversos. Aurélio, além de continuar disseminando “mentiras técnicas”, agora quer emplacar coitadismo, tentando fazer crer que quase R$ 58 milhões apenas em royalties — sem contar outras receitas robustas — não dão para nada.
O valor da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) que caiu agora em janeiro na conta a ser administrada pelo prefeito e por seus destrambelhados ordenadores de despesa é pouco menos que o que caiu na conta da prefeitura em janeiro de 2024, quando Darci Lermen era prefeito. Naquele ano, a cota-parte da Cfem, somada à cota por impacto de mineração, foi de R$ 62.089.801,66.
Equipe técnica do erro e caos
No ano passado, quando Aurélio começou a governar, recebeu R$ 77.612.828,17 em janeiro. Mas a perturbada equipe técnica do gestor divulgou um débil “estudo” no portal da prefeitura (veja aqui https://parauapebas.pa.gov.br/destaque/analise-e-projecoes-consolidadas-da-arrecadacao-da-cfem-em-parauapebas-2024-2025/) com arsenal de números mentirosos e equivocados, conduzindo a política econômica municipal — que já nem havia na gestão de Aurélio — ao fiasco e à tragédia de canalizar mais de meio bilhão de reais em recursos públicos a forasteiros.
Se a Prefeitura de Parauapebas passar 2026 inteiro recebendo o que caiu na conta agora em janeiro, ao final deste ano terá recebido R$ 694.291.611,48. É mais até que os R$ 683.685.889,46 recolhidos em royalties ao longo de todo o ano de 2025. A Cfem correspondeu, ano passado, a 26% da arrecadação total da Capital do Minério.
E como diria um certo parlamentar mui familiar da base governista, considerado “filósofo” da preguiça e das pautas inúteis, “basta parar de roubar que o dinheiro dá”. Ele, ao menos desta vez, tem razão — e quão bom seria que os filhos escutassem os pais!
Apenas com os royalties que recebeu em seu primeiro ano de governo, Aurélio Goiano conseguiria sustentar Tucuruí, Altamira, Paragominas ou Itaituba, municípios que estão entre os mais importantes do Pará e considerados centros locais em suas respectivas regiões. O prefeito ainda acha pouco.
Cadê o resto da arrecadação?
Além dos R$ 683,69 milhões em Cfem, o autointitulado “Doido” e sua ignóbil trupe consumiram R$ 654,81 milhões do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS); R$ 330,27 milhões do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb); R$ 275,59 milhões do Imposto Sobre Serviços (ISS); R$ 176,55 milhões do Fundo de Participação dos Municípios (FPM); R$ 153,9 milhões do Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF); e R$ 88,51 milhões de transferências para custeio do Sistema Único de Saúde (SUS), entre outras receitas. O dinheiro sumiu sem a equipe técnica mostrar qualquer resultado prático e transparência à população.
Até o ICMS, que o prefeito alardeou pelos quatro cantos que diminuiu, veio 30% acima dos R$ 500 milhões inicialmente previstos na Lei Orçamentária Anual (LOA). A receita total de 2025 também ficou acima do previsto.
A falácia dele, de o recurso da Cfem ser “pouco” na comparação com os tempos do Darci, reside no fato de que o “Doido” e sua trágica equipe não conseguem mover uma palha com o dinheiro público que não seja fazer dispensas de licitação ou beneficiar forasteiros. Para essa façanha, ele forjou um decreto de emergência a fim de amparar trapaças e mutretas com aura de “segurança jurídica”.
Incompetência e desmonte
Não há dinheiro que chegue para a sede de uma gestão desequilibrada que toma recursos públicos como se fosse água salgada. Inclusive, a atual crise em que se encontra Parauapebas é muito mais administrativa e moral, com gestores públicos inconsequentes e que agem ao arrepio da lei, que financeira. A culpa não é do governo anterior, da mineradora Vale ou da Cfem, que não é obrigada a vir em maior quantidade para satisfazer a sanha de um gestor que insiste em gastar sem transparência. O tempo de olhar para o retrovisor acabou.
O resultado do “bom” uso da Cfem e das demais receitas em Parauapebas já é visível a todos: saúde na UTI, asfalto Sonrisal, escolas “reformadas” em situação precária, bagunça em admissão de pessoal, incompetência para realizar um simples processo seletivo sem cambalachos, contratação de mão de obra “por fora” da folha, perseguição a servidores, sujeira na cidade e na administração. E a popularidade de Aurélio Goiano despencando junto com o caos.





