Por enquanto, 4ª Promotoria de Justiça está indo para cima da Secretaria de Cultura a fim de checar como eram processados os pagamentos de pessoal prestador de serviço fora da folha. Daqui a pouco, vai chegar à Secretaria de Assistência Social, onde Neil Armstrong pagou cerca de R$ 2 milhões a dezenas de pessoas, de forma continuada, sem que tivessem vínculo formal
A paciência do promotor de justiça Alan Pierre Chaves parece ter se esgotado com os desmandos que vêm ocorrendo na Prefeitura de Parauapebas. Ontem (21), o titular da 4ª Promotoria de Justiça abriu investigação para apurar a ocorrência de irregularidades e práticas de improbidade administrativa na Secretaria Municipal de Cultura (Secult). A palhaçada na gestão do autoproclamado “Doido” acabou.
Lá na Secult, o promotor viu indícios de contratação informal de pessoal prestador de serviço para execução de atividades públicas com pagamentos realizados “por fora”. No entendimento de Alan Pierre, tal atitude está completamente “à margem da legalidade administrativa”. E pior de tudo: os pagamentos eram feitos “inclusive em espécie”.
A prática teve origem na gestão do ex-prefeito Darci Lermen, mas foi abraçada pelo governo de Aurélio Goiano, inclusive com uma escandalosa folha paralela na Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), conforme revelou o portal Notícias de Parauapebas na semana passada.
Relembre o caso aqui:
Estão no radar do Ministério Público origem e destinação dos recursos utilizados; existência de estrutura paralela de pessoal; eventual desvio de finalidade e favorecimento político; e responsabilidade de agentes públicos e particulares envolvidos, com possível dano ao erário e violação aos princípios da Administração Pública.
Diante de denúncias e evidências, o promotor Alan Pierre agora quer entender a engrenagem dessa tramoia na gestão de Aurélio Goiano e sua precária equipe técnica, a qual tem conduzido o prefeito a um submundo perigoso. Por orientação de sua trupe, a administração de Aurélio Goiano tornou-se recordista de denúncias em órgãos de fiscalização.





