Parauapebas

Aurélio Goiano e Glauton já mexeram em mais de R$ 160 milhões de Parauapebas em janeiro

Dinheiro público nem acaba nem fica pouco com essa “dupla dinâmica” e a odiada equipe técnica que executa os desmandos e bate continência aos dois “capitães”. A cada dia, aumenta a insatisfação da população com o governo municipal, que não consegue entregar serviços essenciais e de qualidade, e despenca a aceitação do “Doido”, que é visto nos quatro cantos como “prefeito de um mandato só”.

Mais de R$ 160 milhões já passaram pelos cofres da Prefeitura de Parauapebas em pouco mais de 20 dias deste ano para o prefeito Aurélio Goiano e seu secretário de Fazenda, o inexperiente Glauton de Sousa, usarem sem pudor, sem corte, sem censura e sem qualquer transparência.

Embora quem procure informações sobre a receita do município no Portal da Transparência se depare com migalhas, o Notícias de Parauapebas cruzou as fontes de recebimento que caem em diversas contas de governo e, por enquanto, até este sábado (24), a gestão do autointitulado “Doido” já havia sentado em cima de R$ 160.598.857,64.

Essa receita de apenas 20 dias, que é superior à arrecadação de um ano inteiro de 3.500 prefeituras, constitui-se essencialmente de recursos dos royalties de mineração, no valor de R$ 58.065.000,95, e do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), no valor de R$ 47.452.373,70. O restante são receitas menores.

Como os valores totais carecem de ajustes contábeis, é provável que já tenha caído nas contas administradas por Aurélio Goiano e sua “trupe da bagaceira” algo em torno de R$ 170 milhões. Inclusive, há mais dinheiro vindo por aí para irrigar os cofres de Parauapebas, como a fatia pomposa do Fundo de Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), que cai sempre no último dia útil do mês. A expectativa é de que a receita total de janeiro fique em torno de R$ 200 milhões líquidos.

Parauapebas vive inferno astral

O que Aurélio, Glauton e demais operadores do dinheiro público da desorganizada equipe técnica fizeram com tanto dinheiro em tão pouco tempo? Absolutamente nada de relevante, já que o caos está disseminado por todas as áreas da administração municipal.

Moradores — e mesmo dezenas de ex-eleitores de Aurélio Goiano que se dizem arrependidos — estão colocando a boca no trombone e indo às redes sociais protestar contra as mazelas proporcionadas pela errante gestão.

Parauapebas vive um inferno astral não visto nem mesmo nos tempos da trágica gestão de Chico das Cortinas ou nos momentos mais tensos do fracassado governo de Valmir da Integral. Aliás, muitos dos responsáveis por enterrar os citados ex-governos tornaram-se “hóspedes de luxo”, com voz de comando, na atual gestão — indicativo de que Aurélio está fadado ao fracasso e corre o risco de levar Parauapebas junto.

A cidade está tomada pela sujeira; bairros periféricos estão abandonados; comerciantes estão desmotivados; a rede pública municipal de ensino vive o maior desmonte da história, sem comando e com líderes sem credibilidade; faltam vagas em escolas de ensino fundamental e creches; a zona rural e o homem do campo estão largados à própria sorte.

Mesmo diante de tudo isso, o prefeito se ocupa com pescarias e picuinhas com aliados, e ignora os reais problemas dos que mais sofrem. Com Aurélio Goiano no poder, as estatísticas oficiais de pobreza chegaram a níveis recordes, fruto de uma gestão que se esquece dos mais carentes enquanto consome recursos públicos sem transparência. A Capital do Minério e sua gente de bem se veem à beira do precipício.