Pasta comandada por Glauton deu fim em R$ 106 milhões no decorrer de 2025, gastando 30% a mais que o último ano da gestão anterior. Mais de um ano de governo já se passou, e trágica equipe técnica de Aurélio Goiano ainda tenta culpar antecessores pela própria incompetência e caos que eles estão causando na gestão de Parauapebas, com irregularidades na mira do MP
No governo de Aurélio Goiano, a sigla IPTU, que se refere ao Imposto Predial e Territorial Urbano, rendeu como nunca ao longo de 2025. Quem não se lembra do cambalacho perpetrado pela espertalhona equipe técnica do gestor no sorteio do tal “IPTU Premiado”, que virou alvo de insatisfação popular e caso de justiça após um puxa-saco do prefeito ganhar a caminhonete, prêmio principal do evento?
Agora, o Ministério Público resolveu cavar fundo e reviver outra polêmica envolvendo o IPTU para desmascarar a inescrupulosa equipe técnica, precisamente o secretário municipal de Fazenda, Glauton de Sousa, que, embora sem qualquer expertise em gestão pública, comanda e dá as cartas atualmente no rumo de R$ 2,5 bilhões dos parauapebenses.
Glauton pode não se lembrar, mas Parauapebas não se esqueceu do episódio dos carnês do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) que foram descartados em terreno no Bairro Cidade Jardim, por incompetência da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) em fiscalizar o contrato 20250337 firmado com a empresa OS Felipes Construções e Serviços Ltda.
A empresa declara capital social de apenas R$ 25 mil, mas recebeu da Sefaz, via contratação direta, R$ 250.800,00 em três pagamentos (junho, junho e setembro) para prestar o serviço, que escancarou a má utilização e gestão de recursos públicos na administração do “Doido”.
Explosão de gastos sem fiscalização
As péssimas práticas de fiscalização dos recursos por parte de quem deveria fazê-lo levaram a 4ª Promotoria de Justiça a apurar os indícios de irregularidades na entrega dos carnês de IPTU, “especialmente quanto à legalidade da contratação direta, à regularidade da execução contratual, à compatibilidade dos valores contratados com os serviços efetivamente prestados e à eventual ocorrência de favorecimento indevido ou dano ao erário”.
Mas há muito mais a investigar na Sefaz do que sonha a vã filosofia. A pasta comandada por Glauton consumiu R$ 106,09 milhões, 30% acima que em 2024, quando foram gastos R$ 81,79 milhões no último ano da gestão anterior. Para se ter ideia, a própria arrecadação de IPTU, no valor de R$ 13,47 milhões, representou apenas 12,7% do que Glauton torrou.
Além de não apresentar resultados em forma de serviços públicos eficientes à população de Parauapebas, a Sefaz está ajudando a enterrar vivo o município, já que Parauapebas assiste à involução em seus indicadores, agravados pela péssima gestão de Aurélio e sua escarnecedora equipe técnica.





