Um dos alvos da investigação da 4ª Promotoria de Justiça é a dispensa de licitação de R$ 5 milhões para serviços de impressão formalizada pela Comissão Permanente de Licitação (CPL) e Secretaria Especial de Governo (Segov), cuja titular é a irmã de Aurélio Goiano. Promotor vê indícios de direcionamento contratual e participação de funcionários da prefeitura em esquema
“…Porque briga, pra mim, só presta grande!” Esse é um mantra que o prefeito Aurélio Goiano, autoproclamado “Doido”, gosta de repetir para tentar amedrontar adversários, sempre em vão. Então, será que agora ele vai entrar em confronto, dos grandes, com o titular do 4º Cargo da Promotoria de Justiça local, Alan Pierre Chaves?
Certamente não porque, pelo tanto que sua gestão está fichada no Ministério Público, o “Doido” só tem a perder ao entrar em qualquer embate. Alan Pierre não tem dado colher de chá aos malfeitos da desequilibrada equipe técnica do prefeito, e agora quem entrou na roda foi a irmã de Aurélio, Natália Oliveira, secretária especial de Governo.

No ano passado, a Segov — que Aurélio mentiu dizendo que enterraria “a cem metros de fundura” — aprontou um bocado sob direção desgovernada de Natália. Mas o que chamou a atenção do parquet foram dois contratos graúdos feitos sem licitação com uma tal PW Engenharia e, principalmente, com a Print Informática.
R$ 5 milhões em dispensa para impressão
Com a Print, a pasta de Natália fez conchavo de R$ 5.008.968,00 para serviços de impressão. Mas, para o MP, a impressão que se tem é de irregularidade — tanto que até hoje não aparece um pagamento sequer à empresa pelos serviços que faz à Prefeitura de Parauapebas. O caso foi inicialmente denunciado pelo portal Felipe Tommy (relembre aqui https://felipetommy.com.br/prefeitura-parauapebas-cnpj-invalido-em-contrato/) e se tornou escândalo.
Agora, o promotor Alan Pierre tenta desvendar as irregularidades nas contratações diretas, com foco em ausência de comprovação da situação de urgência, direcionamento contratual, sobrepreço, favorecimento indevido e eventual participação de servidores da Comissão Permanente de Licitação (CPL) e da Secretaria Especial de Governo (Segov) em montagem documental e violação aos princípios da administração pública.
O cerco está se fechando no enredo que envolve tramas familiares, infidelidade e traições políticas, cambalachos que saltam aos olhos, trapaças, malversação e muita improbidade administrativa.





