Mas planos da equipe técnica de “obras sebosas” podem ir por água abaixo: Ministério Público está de olho na presepada de demolir e construir tantas pontes que aparentemente poderiam receber apenas reforço estrutural. Empresa que ganhou dispensa de licitação é… Adivinhe? Forasteira! Por aqui, população sofre, geme, chora e clama por justiça: “Socorro, doutor Lauro!”
Eles voltaram. Os protagonistas da cena pública de improbidade na zona rural, engenheiros de ponte fantasma, estão “on” em 2026 e prontos para consumir mais R$ 5.234.307,20 em dispensa de licitação. Isso sem sequer explicar à sociedade — e à justiça — como conseguiram a proeza de gastar R$ 1,5 milhão em uma ponte que simplesmente não existe sobre o Rio Pulgas, na vicinal Alto Bonito.
Roginaldo Rebouças, secretário de Obras do governo de Aurélio Goiano, e Manoel André Fulco, um dos operadores das tramoias na Secretaria Municipal de Obras (Semob), estão juntos e misturados no contrato nº 20250928, firmado entre a Prefeitura de Parauapebas e a empresa SPE Engenharia Ltda para manutenção de cinco pontes de concreto localizadas nas ruas Rio de Janeiro e Sol Poente, na Avenida Liberdade, bem como nas rodovias PA-160 e PA 275.
A empreiteira — como não poderia deixar de ser na gestão do autoproclamado “Doido” — é forasteira de Ananindeua e ganhou o contrato no apagar das luzes de 2025. Por sua “expertise em pontes”, Manoel André se tornou, no primeiro ato relevante da Semob em 2026, o fiscal do contrato da nova empreitada envolvendo pontes de concreto.
Mutretas parecem piada
A ponte sobre o Igarapé Ilha do Coco na Rua Sol Poente, entre os bairros União e Rio Verde, é a primeira vítima da trapaceira equipe técnica. Em entrevista recente à mídia institucional, Manoel André, que é engenheiro civil concursado e fiscal do contrato com a SPE, alegou que “a ponte apresenta fissuras, deslocamento nas cabeceiras e danos estruturais significativos”.
Como servidor da área de engenharia da prefeitura há mais de 15 anos, é estranho como só agora ele “descobriu” tantos defeitos na ponte e, em vez de apresentar solução técnica de reforço, defende a demolição completa para reconstruí-la em seguida.
Só a “brincadeira” na ponte da Sol Poente vai custar R$ 1,214 milhão, e o engenheiro ousou dizer ao portal da Prefeitura de Parauapebas a aberração de que o impacto do modelo construtivo antigo, com muitos pilares, interfere no curso natural do igarapé.
Já a “gracinha” na ponte da Rua Rio de Janeiro, outra vítima da desesperada equipe técnica, vai custar R$ 2,28 milhões, e a história é a mesma: demolir para reconstruir — o que lembra o mantra do prefeito Aurélio Goiano, de “reconstruir Parauapebas”, sem explicar, contudo, que a atual gestão está sucateando e destruindo serviços já existentes, além de evaporar milhões de reais sem qualquer transparência.
E o pacote dos “especialistas em ponte fantasma” tem “otras cositas más”: recuperação da ponte da Avenida Liberdade ao custo de R$ 306.781,14; da ponte na PA-160 por R$ 1.265.841,89; e reforma da estrutura da PA-275 por R$ 166.959,95. Tudo isso sem considerar aqueles “adorados” aditivos, que encarecem a obra, enquanto a população fica com a cara de tacho. É Parauapebas levando todo dia uma marretada diferente e o governo de Aurélio Goiano se esforçando para bater o recorde mundial de improbidades.





