Parauapebas

Aurélio e Maura Paulino ‘reconstroem’ transporte escolar excluindo crianças do serviço

Ele, o prefeito, vive de espalhar mentiras, fazer inimizades, tirar autonomia de secretários e autorizar medidas impopulares que geram insatisfação. Ela, a secretária, vive de realizar os delírios do chefe improbo e ainda tem coragem de fazer vídeo para justificar falta de noção que atinge milhares de crianças. Atual destrambelhada equipe técnica da educação é considerada, entre educadores experientes, pior de todos os tempos, quebrando recordes até inimagináveis

Após consumirem mole-mole R$ 30 milhões em transporte escolar sem o prometido wifi, sem chegar a todas as crianças que precisam e com dispensa de licitação em cima de um decreto de emergência fabricado, o prefeito Aurélio Goiano e sua incompetente equipe técnica da Secretaria Municipal de Educação (Semed) resolveram inovar: eles estão barrando milhares de crianças de terem acesso ao serviço que atualmente atende um em cada cinco alunos da rede pública municipal.

Sim: Aurélio e a secretária Maura Paulino estão tentando jogar pá de cal em um serviço que, com eles, já vinha cambaleante, precário e envolto em polêmicas.

Esse é mais um capítulo doloroso da “reconstrução” da educação municipal, que já vê Maura Paulino como a pior secretária da história, superando — quem diria — Francisca Ciza, que passou cinco meses incompletos à frente da pasta nos tempos da tragicamente saudosa gestão de Valmir da Integral se comparada à de Aurélio Goiano.

Mais uma denúncia para a coletânea da Semed

Esta semana, pais de vários cantos de Parauapebas passaram a detonar Aurélio Goiano, Maura e Semed nas redes sociais, criando até movimento para enfrentar os absurdos irracionais e impopulares praticados pela gestão contra a população humilde. O caso já foi denunciado ao Ministério Público e deve ganhar ação popular contra os gestores públicos por esses dias.

À frente da Semed, Maura Paulino tem, dizem, pouca autonomia na pasta e dá forma às estultícias e mazelas desejadas por Aurélio Goiano. O resultado do trágico primeiro ano da “reconstrução” da rede de ensino foi o estouro de R$ 671,43 milhões em recursos públicos em 2025, o maior gasto da história da Secretaria Municipal de Educação. Desse total, Maura Paulino detonou R$ 29,98 milhões com transporte escolar, de acordo com dados lançados pela própria equipe técnica de Aurélio Goiano no Portal da Transparência.

‘Inexistência de lei municipal’: conversa fiada

Para justificar a medida sorrateira de reduzir a oferta de transporte escolar, o que pegou muitos pais desprevenidos, a secretária — que é advogada — gravou vídeo alegando que a Semed, sob seu comando, vai garantir o serviço para alunos de ensino fundamental que estudem a mais de 2 quilômetros de casa e para estudantes de educação infantil que estudem a mais de 1,5 quilômetro. Evidentemente, o vídeo e a secretária foram detonados nas redes.

A medida tresloucada e totalmente descabida prejudica milhares de alunos da zona urbana, muitos deles com deficiência, que é o público educacional que mais tem crescido na rede nos últimos anos, de acordo com dados públicos do Censo Escolar 2025 realizado pelo Ministério da Educação (MEC).

Em nota, a Prefeitura de Parauapebas disse que, “diante da inexistência de lei municipal que estabeleça a distância mínima para a oferta do transporte escolar, o município adota como referência decisões judiciais como do Supremo Tribunal Federal”.

Gestão preguiçosa que prejudica a população

Causa estranheza a preocupação em “adotar como referência decisões judiciais” para prejudicar milhares de alunos e sucatear o transporte escolar em vez de simplesmente editar lei de autoria do Poder Executivo e aprovar na Câmara a distância mínima para seguir garantindo e, principalmente, ampliando e melhorando o serviço.

Parece piada uma gestão que insiste diariamente em atentar com a legalidade e a moralidade vir a público se dizer preocupada em seguir e cumprir decisões judiciais.

Mas a população já não espera muito de uma gestão que prometeu e mentiu demais no passado para, no fim, mostrar-se preguiçosa e afrontosa atualmente, preocupada em fazer intriga com os próprios aliados e causar indignação à população, ao que parece propositalmente.