2 mil trabalhadores da Administração Municipal representaram o conjunto dos 12 mil servidores do Poder Executivo e compareceram à primeira sessão legislativa do ano para pressionar vereadores da base a dizerem “não” às tramoias de Aurélio Goiano e sua desparafusada equipe técnica. Eleomárcio levou “vaias do fim do mundo” e Zé da Lata foi “vaiado até pela próxima encarnação”, de acordo com observadores. No fim, base do governo colocou “rabo entre as pernas” e se conteve na insignificância
Nunca, na história de 38 anos de Parauapebas, tantos servidores públicos municipais estiveram reunidos quanto na manhã desta quinta-feira (19), na Câmara de Vereadores. E a missão era clara: acompanhar a votação da “urgência” fabricada pelo prefeito Aurélio Goiano e sua destruidora equipe técnica com vistas a tirar o dinheiro do vale-alimentação do funcionalismo.
Cerca de 2 mil servidores efetivos tomaram a Casa de Leis e suas dependências, mobilizados por líderes sindicais que tentam frear as tramoias do governo municipal. O episódio, que virou notícia na TV Liberal, marcou a derrota em alto e bom som do autoproclamado “Doido” e de seu secretariado sem rumo. A trupe atualmente trabalha — aparentemente de forma árdua e proposital — para destruir a Capital do Minério sob a fajuta alegação de “reconstrução”.
Um dos pontos marcantes foram as vaias disparadas aos vereadores Eleomárcio, porta-voz da bizarra gestão de Aurélio Goiano na Câmara. Nem mesmo tentando comunicar aos manifestantes seu “currículo”, como servidor efetivo, o parlamentar líder de governo foi poupado de uma sonora vaia de insatisfação e protesto. Quem ouvia a sessão pelo rádio quase não conseguiu escutar a voz do vereador tamanha a intensidade das vaias.
A situação piorou quando Eleomárcio tentou explicar, desnecessariamente, a “utilidade” do Projeto de Lei nº 17/2026 que o prefeito enviou à Câmara, em regime de “urgência”, para converter o vale-alimentação pago em dinheiro para crédito em cartão magnético. Os servidores não estavam nem um pouco interessados em ouvir a “cantiga” do prolixo vereador e mandou uma “sapucaí” de vaias.
Outro que foi intensamente detonado pelos servidores foi Zé da Lata, pai de Aurélio Goiano e um dos parlamentares com mais pautas fúteis e banais da história — para não dizer sem pauta. Zé da Lata recebeu o que Aurélio Goiano levaria para casa se estivesse presente: muita vaia, fruto da incompetência e extrema impopularidade da gestão atual.
Aplausos e gritos de apoio
Por outro lado, a vereadora Maquivalda Barros foi ovacionada por suas falas contundentes em defesa do funcionalismo público, do qual ela faz parte como servidora concursada. A parlamentar não mediu adjetivos para classificar os rolos e os trambiques perpetrados pelo governo do “Doido”, bem como pelas constantes tentativas de tirar direitos dos servidores na surdina.
Zé do Bode e Fred Sanção também foram intensamente aplaudidos dada a postura firme e combativa com que se apresentaram, detonando Aurélio Goiano e sua precária equipe nada técnica, que tenta a todo custo sucatear e precarizar o serviço público.
Na histórica sessão legislativa desta quinta, que marcou o retorno dos trabalhos da Câmara, ficou muito claro que a base de sustentação de Aurélio Goiano fala “fino” quando a população pressiona. Lutando contra o próprio eu, já que muitos rastejam pelas migalhas do “Doido” e sabe-se mais lá pelo quê, os parlamentares tiveram que contrariar o “rei” diante do recado claro de 2 mil trabalhadores da Administração Municipal que representavam o conjunto dos 12 mil servidores do Poder Executivo.
Com a postura de votar contra a “urgência” fabricada por Aurélio e sua trupe, a base deixou “com a mão no bolso” um rei que, perante a sociedade e a opinião pública, já está nu.





