O aniversário de 38 anos de emancipação política de Parauapebas, a ser celebrado no dia 10 de maio, está sendo marcado por uma programação de luxo que contrasta severamente com a realidade das ruas. Sob a gestão do “Doido”,, e do secretário de cultura, Jhonata, a prefeitura autorizou gastos milionários para apresentações no Lago da Nova Carajás, levantando sérias suspeitas sobre os critérios de contratação e o uso do dinheiro público em um momento de crise administrativa.
O levantamento dos valores pagos às atrações nacionais revela uma disparidade gritante em relação aos preços praticados em outros municípios. A cantora Manu Bahtidão e o sertanejo Léo Magalhães receberão, cada um, a quantia de R$ 450.000,00. No entanto, o caso que mais chama a atenção é o do artista Filho do Piseiro: contratado por R$ 265.000,00 para se apresentar em Parauapebas, o cantor tem show agendado para um festival junino por apenas R$ 120.000,00. O fato de o cachê em Parauapebas custar mais que o dobro do valor de mercado levanta questionamentos urgentes sobre a fiscalização desses contratos, uma vez que Manu Bahtidão e Léo Magalhães também possuem histórico de apresentações recentes e contratos firmados com valores significativamente inferiores ao que será pago pela gestão de Aurélio Goiano.
Enquanto os cofres públicos despejam milhões de reais em palcos e entretenimento, a população de Parauapebas enfrenta o abandono em áreas vitais. A cidade hoje é um cenário de descaso, tomada por buracos que dificultam a mobilidade e refletem a falta de manutenção na infraestrutura urbana. O caos se estende à saúde pública e à educação, setores que acumulam reclamações diárias dos moradores. Para agravar a situação, o município está na iminência de sofrer um colapso na coleta de lixo nos próximos dias, o que pode gerar um problema sanitário grave em meio às festividades.
Diante desse cenário, a estratégia de “pão e circo” adotada pela atual administração parece uma tentativa de mascarar a decadência da gestão municipal. Com milhões investidos em apenas duas noites de festa — sendo R$ 450 mil para Manu Bahtidão no dia 9, e outros R$ 715 mil divididos entre Léo Magalhães e Filho do Piseiro no dia 10 — o governo de Aurélio Goiano prioriza o barulho dos alto-falantes em detrimento das necessidades básicas do cidadão. Parauapebas chega aos seus 38 anos com luzes no palco, mas mergulhada em buracos, falta de assistência médica e uma crise de serviços essenciais que nenhuma atração nacional será capaz de esconder.