Parauapebas

Aurélio Goiano e Glauton abrem temporada 2026 de pagamentos milionários suspeitos

Eles estão com nota já liquida de R$ 2.650.069,95 para pagar, endossada pela Semob, da turma da “ponte fantasma”. Detalhe: serviços de manutenção e conservação de estradas vicinais teriam sido executados entre dias 15 e 31 de dezembro, em meio a Natal, Ano Novo e muita chuva. Eta, pessoal que trabalha no governo do autoproclamado “Doido”! Não fosse o “modus operandi” de falcatruas já conhecido, patotas de Aurélio até conseguiriam enganar bobos. MP e justiça estão de olho nos rolos!

Em duas coisas ninguém em Parauapebas pode negar que o prefeito Aurélio Goiano e sua xexelenta equipe técnica gostam de trabalhar dia e noite: dispensas de licitação milionárias e rolos com empresários forasteiros. 

E, desta vez, a história é sobre contratação direta, assunto em relação ao qual Aurélio mentiu e jurou que sua gestão não faria uma dispensa sequer — mas não só fez, como também bateu recorde histórico em 2025, com cerca de R$ 500 milhões em pagamentos.

Neste momento, encontra-se na mesa de Glauton de Sousa, o todo-poderoso da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz), uma graúda nota fiscal, no valor de R$ 2.650.069,95, da empresa Empório A&C, já liquidada e endossada pela Secretaria Municipal de Obras (Semob), que atesta “serviços de manutenção e conservação de estradas vicinais” na zona rural de Parauapebas. 

Comandada por Roginaldo Rebouças, a Semob, vale lembrar, está metida em muitos cambalachos envolvendo a zona rural, inclusive o inesquecível — e inexplicável — conto da “ponte fantasma”, que virou mais um caso para o juiz Lauro Fontes Júnior desvendar.

Agora, todos os olhares apontam para o esquisito contrato nº 20250907 que a Semob firmou, no apagar das luzes de dezembro de 2025, com a Empório. Fruto de contratação emergencial, isto é, de uma dispensa de licitação altamente direcionada, o valor global da mutreta é de R$ 29.534.007,64. Aurélio e sua náufraga equipe técnica não deram conta de fazer uma licitação sequer no decorrer de 2025 e passaram o ano tramando e direcionando contratações emergenciais, que também viraram “praga” neste início turbulento de 2026.

Será que trabalhou mesmo?

A Empório não quer saber quem pintou o céu de azul: quer é receber por serviços, segundo ela, prestados entre 15 e 31 de dezembro de 2025, no que diz ser o seu primeiro boletim de medição. 

O período de trabalho que gerou a nota de R$ 2.650.069,95 levanta muita desconfiança porque, em primeiro lugar, foi atravessado por Natal e Ano Novo, e ninguém vai crer que o maquinário estivesse a todo vapor fazendo manutenção e conservação de estradas vicinais nesses dias. É mais fácil acreditar em Papai Noel. Depois, o período em questão foi marcado por fortes chuvas que fatalmente comprometeriam a qualidade de qualquer trabalho minimamente sério, honesto e decente.

Porém, em se tratando do governo de Aurélio Goiano, não é de se estranhar que serviços possam vir a ser pagos sem que tenham sido executados, e é por isso que ele acumula ações judiciais, batendo recorde de denúncias em um ano em quantidade que seus antecessores não viram em 20.

Pelo andar da carruagem, ou melhor, da patrol por cujo serviço Aurélio, Reginaldo e Glauton querem pegar, não vai demorar para o promotor de justiça Alan Pierre Chaves olhar com carinho o contrato firmado entre a Semob e a Empório. É quase certo, também, que o conchavo vá tornar-se ação popular para ser apreciada na Vara da Fazenda Pública e Execução Fiscal. 

As propagandas feitas pelo prefeito e sua trupe, na tentativa de enganar a população e ludibriar os órgãos fiscalizadores, não colam mais. O “modus operandi” do grupo ficou manjado em 2025, e mesmo o que parece positivo e adequado, se não for precedido de legalidade, é condenável. Na boca do mentiroso, até o certo é duvidoso.