Promotoria de Justiça acaba de abrir inquérito civil para que Aurélio Goiano e seu “robô” Roginaldo Rebouças esclareçam façanha de pagar R$ 1,5 milhão por ponte que nunca saiu do papel. Eles se aproveitaram de contrato deixado pela gestão passada para obras de ponte e resolveram fazer graça com dinheiro público, pensando que população e órgãos fiscalizadores não descobririam gambiarras. Nos últimos dias, entidades como TCM e MP têm fechado o cerco sobre as trapaças do “desgoverno”
O prefeito Aurélio Goiano, autodenominado “Doido”, e seu incompetente secretário de Obras, Roginaldo Rebouças, até pensaram que a mutreta da ponte fantasma cairia no esquecimento, mas não: quando a lambança de improbidades é demais, a “alma penada” da justiça sempre ronda. Agora, é a vez do Ministério Público atuar.
Diante da repercussão e de tantos indícios de malversação de recursos públicos na gestão municipal, a 4ª Promotoria de Justiça de Parauapebas instaurou inquérito civil com vistas a apurar regularidade da execução e da fiscalização do contrato celebrado entre a Prefeitura de Parauapebas e o Consórcio RN-P Alta, no tocante à correspondência entre os valores pagos, as medições realizadas e a efetiva execução física de obras de ponte.
O MP trabalha com a hipótese de “eventual ocorrência de dano ao erário ou violação aos princípios da Administração Pública”. O festival de irregularidades na trágica gestão de Aurélio Goiano tem deixado boquiabertas e incrédulas até mesmo as autoridades.
Falcatrua de R$ 1,5 milhão
A história da ponte fantasma foi judicializada pela vereadora Maquivalda Barros (PDT), que descobriu pagamento de R$ 1,5 milhão por uma ponte que nunca existiu sobre o Rio Pulgas, na vicinal Alto Bonito, zona rural do município. O caso se tornou escândalo e ganhou repercussão dentro e fora do Pará, cacifando a administração de Aurélio Goiano como uma das mais cambalacheiras da história da Capital do Minério.
Aurélio Goiano e seu secretário de Obras, Roginaldo Rebouças, ressuscitaram em junho do ano passado um contrato de construção de pontes em concreto armado de dezembro de 2023, do governo de Darci Lermen, no valor global de R$ 7.854.699,23. O contrato é dividido em dois lotes para construir oito pontes na zona rural, entre elas a estrutura sobre o Rio Pulgas, cujo custo estimado seria de R$ 1.198.942,00. Seria.
De acordo com a vereadora Maquivalda, Aurélio e sua perniciosa “equipe técnica” pagaram ao consórcio RN-P Alta R$ 1.500.884,35 pela obra da ponte — R$ 300 mil a mais que o valor estimado e distante do olhar da população.
Revoltada com a situação, a parlamentar requereu na justiça a condenação dos réus a indenizar o patrimônio público lesado, bem como a condenação do Município por negligenciar a divulgação de informações para controle social no Portal da Transparência e a intervenção do Ministério Público no caso. É certo que, em razão de tantas armações amadoras, a gestão de Aurélio Goiano terá complicações legais até a posteridade.