Pressentindo clima pesado, Aurélio Goiano deu no pé: foi contar mentiras e passar vergonha lá na “Cidade Maravilhosa”. Enquanto “o Rio de Janeiro continua lindo”, Parauapebas viveu uma segunda-feira de cão, com Gaeco recolhendo papéis e mirando falcatruas. Teve secretário que passou mal; outro quase matou parente para inventar desculpa e sumir do mapa; e um queria ser abduzido por extraterrestres, temendo ser desvendado. É bom “equipe técnica” comprar bons pijamas porque secretários podem ser pegos ainda na cama nas próximas batidas!
Ao que tudo indica, o prefeito Aurélio Goiano não será “prefeito de um mandato só”, como deduz a população. A bem da verdade, ele sequer conclua o atual mandato, que eleitores apelidaram de “desgoverno”.
Pressentindo que algo estaria por vir, diante de tantas atrocidades administrativas cometidas em sua gestão, o autoproclamado “Doido” inventou uma agenda na sede da mineradora multinacional Vale, no Rio de Janeiro, onde foi falar abobrinhas, esbanjar despreparo e contar mentiras.
Deixou para trás uma Parauapebas cheia de buracos, com secretários incompetentes, perdidos e entregues à visita do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), que bateu cedo, ontem (15), à porta da casa de Aurélio Goiano e, depois, foi atrás do secretário de Fazenda, Glauton de Sousa.
Nesta terça (16), pessoas próximas a integrantes da arruinada equipe técnica do “Doido” cochicharam ao portal Notícias de Parauapebas que a segunda-feira foi longa e melancólica para o secretariado. Teve gestora arrogante que foi parar no calmante, tamanho o receio de que sua pasta fosse visitada pelo Gaeco.
Outro importante nome no reino das trapaças — entendedor de lendas urbanas e fantasmas — preferiria ser abduzido por extraterrestres a cair nas garras dos homens de preto. Houve, segundo consta, até quem tenha inventado doença em pessoa da família para “cair na braquiara”, com medo de cair nas garras da força-tarefa.
Cinismo e desdém
Aurélio Goiano e sua patroa, a incompetente ex-secretária sem legado da Mulher, apareceram mais tarde em vídeo para tranquilizar as “doidetes” — como vêm sendo chamados seus cada vez mais raros admiradores. Segundo o casal, está “tudo bem” e “quem não deve não teme”. Talvez seja por isso que Aurélio venha sumindo do seio popular: porque deve e teme, principalmente o festival de vaias que tem levado em cada evento público por onde passa.
O fato é que a batida do Gaeco certamente não se resumirá à vinda de segunda-feira. O volume de falcatruas organizadas pela ambiciosa equipe técnica do prefeito é tamanho que provavelmente seria necessário criar um Gaeco apenas para Parauapebas chamar de seu. Há indícios também de que a Polícia Federal esteja interessada em apurar o destino de recursos federais recebidos pela gestão municipal, mas que tomaram rumo incerto e não sabido.
Daqui para frente, vai haver choro e ranger de dentes, e é bom que os secretários caprichem nos trajes noturnos para não serem pegos de roupas curtíssimas — ou até sem — quando os homens da lei chegarem. Em gestões com elevados suspiros de improbidades, como é o caso da cena atual da Capital do Minério, os homens da lei tardam, mas não falham.




