Aurélio Goiano acusou lideranças políticas em 2022 de “quebrar” Parauapebas com campanhas, mas naquele ano prefeitura fechou contas com apenas R$ 21,5 milhões em débitos e dinheiro em caixa. Agora, como prefeito, Aurélio está fechando 2025 com rombo de R$ 130 milhões e sem dinheiro, pois canalizou mais de meio bilhão de reais à conta de forasteiros. Cadê o dinheiro que tava aqui, Aurélio?
Ele fez e aconteceu quando vereador, acusando adversários políticos da gestão passada de “roubar” e “saquear” Parauapebas. Não foram poucas as vezes que Aurélio Goiano, autointitulado “Doido”, vociferou que campanhas para eleger deputados em 2022 acabaram com Parauapebas naquele ano e nos anos seguintes.
Mas o então vereador falastrão — e campeão de mentiras, fake news e imprecisões nas falas — só não contava que, de pedra, se tornaria vidraça três anos mais tarde. Se em 2022, após as campanhas eleitorais, a Prefeitura de Parauapebas fechou as contas com apenas R$ 21,5 milhões em restos a pagar e, ainda assim, dinheiro em caixa, agora, em 2025, está fechando as contas com rombo de aproximadamente R$ 130 milhões e “lisa”.
A julgar pela última movimentação “real” no Portal da Transparência do Município de Parauapebas, datada de 23 de dezembro, o governo de Aurélio Goiano não vai conseguir honrar os compromissos financeiros assumidos em empenhos e notas já liquidadas, mesmo com uma arrecadação líquida que superou R$ 2,5 bilhões. Parte considerável dessa dinheirama evaporou em dispensas de licitação.
Desgoverno e quebradeira
Além de ter conseguido quebrar Parauapebas, sobretudo os setores de comércio e serviços, “feito heroico” que nenhum de seus antecessores alcançou, a administração de Aurélio vai dar calote em massa, inclusive em dezenas de forasteiros, aliados seus, que agora provam do gosto amargo das trapaças do “Doido” e de sua desorientada equipe técnica, a mais incompetente de todos os tempos.
O futuro de Parauapebas em 2026 será tenebroso. Com as pedaladas do governo de Aurélio Goiano para fechar as contas este ano, ordenada por puxa-saco inexperientes e amadores colocados em várias pastas de grande porte para bagunçar e descontruir serviços essenciais na Capital do Minério, o município vê o colapso financeiro cada vez mais próximo, enquanto a despesa com pessoal não dá trégua e o número de servidores bate recorde.
Escorada em cambalachos, falcatruas, improbidades e irregularidades diversas, do começo ao fim de 2025, a exemplo do eterno decreto de emergência fabricado para sustentar contratações diretas ao arrepio da lei, a gestão de Aurélio Goiano finaliza seu primeiro ano endividando Parauapebas e à espera de um milagre: que vereadores que se dizem “base” despertem do ostracismo, tirem a venda dos olhos e socorram os mais de 300 mil habitantes do município, que estão cansados de ser plateia do circo de horrores — como no caso do sorteio do “IPTU Premiado” — protagonizado pelo perdido prefeito e sua escarnecedora equipe técnica. Resta ainda alguma chance de salvar Parauapebas de seus piores pesadelos.





