Parauapebas

Aurélio Goiano terá este mês R$ 57 milhões em royalties para ‘Ano Novo’ com forasteiros

 

Cota da Cfem deste primeiro mês de 2026 é 25% inferior a janeiro do ano passado e é, ainda, menor repasse da década. Ao longo de 2025, receita total arrecadada pela prefeitura encolheu a nível mais baixo desde 2019, e ainda assim prefeito e sua equipe técnica marginal exportaram “carradas” de milhões às contas de forasteiros, devastando e afundando o comércio e microempreendedores locais

O ano de 2026 nem bem começou, mas já estão vindo aí milhões de reais para o governo de Aurélio Goiano fazer a “mágica” de virar fumaça. Ou melhor, torrar com forasteiros, os mesmos com quem ele realizou muitos cambalachos e trapaças, mas, por fim, acabou em calote na reta final de 2025.

Nesta quinta-feira (1º), o portal Notícias de Parauapebas fez as contas e concluiu que a Prefeitura de Parauapebas vai receber neste primeiro mês do ano R$ 57,857 milhões em cota-parte da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), receita que a gestão do autoproclamado “Doido” anda utilizando em negócios escusos e com pouca ou quase nenhuma transparência.

Do total a ser repassado ao município pela União nos próximos dias, 99,6% foram pagos pela mineradora multinacional Vale, maior sustentáculo da economia municipal e empresa que o prefeito Aurélio Goiano passou a atacar publica e gratuitamente, sem qualquer propósito e se valendo de informações levianas repassadas por algum acéfalo de sua deteriorada equipe técnica.

Com Aurélio no comando, Cfem afunda 25%

Desde que Aurélio Goiano pisou na administração de Parauapebas, há exatamente um ano, o município entrou em franco retrocesso em todos os quesitos. Uma das retrações mais marcantes e perigosas ocorre nas finanças, que têm sido deterioradas por medidas tresloucadas de Aurélio Goiano, seu secretário Glauton de Sousa e demais integrantes da lesiva equipe técnica do prefeito.

No recolhimento da Cfem, por exemplo, janeiro deste ano vai render 25% a menos à Prefeitura de Parauapebas em relação ao mesmo período do ano passado, quando os cofres do município foram abarrotados com R$ 77,548 milhões. Esse, aliás, será o pior janeiro para a arrecadação de royalties em Parauapebas da década. A última vez em que a prefeitura local viu menos de R$ 60 milhões de Cfem em caixa num mês de janeiro foi no começo de 2019, com R$ 45,76 milhões.

Aurélio e trupe ‘técnica’ afundam Parauapebas

O ano de 2025 se encerrou como o pior em termos de arrecadação desde 2019. Aurélio e sua trupe, com medidas polêmicas, impopulares e antieconômicas, foram responsáveis por quebrar o comércio e o setor de serviços após fabricarem “decreto de emergência” fake atrás do qual o governo local se escondeu ao longo do ano passado para conseguir tocar dispensas de licitação milionárias com alto grau de direcionamento a empresários e mercadores forasteiros, muitos deles falidos em suas cidades de origem. Parauapebas caiu no ridículo de ser a única cidade do Brasil onde se governou com base em decreto anual de emergência.

O resultado está à mostra: a cidade está falida, mal vista fora de seus muros devido às picuinhas e atrocidades patrocinadas pelo gestor local, cheia de buracos, com folha inchada e serviços essenciais — educação, saúde, infraestrutura, assistência social e segurança institucional — sucateados e criticados nos quatro cantos, inclusive avaliados como piores em relação aos deixados pela gestão antecessora. 

A rejeição ao governo de Aurélio Goiano é, por consequência, a mais alta entre prefeitos do Pará, de acordo com a última pesquisa Doxa realizada em dezembro de 2025.

PANORAMA DOS ROYALTIES DE MINERAÇÃO NO PARÁ

QUANTO FOI EM JANEIRO DE 2025

Canaã dos Carajás — R$ 70.121.790,53

Parauapebas — R$ 77.548.671,29

Marabá — R$ 15.856.038,44

Curionópolis — R$ 2.374.500,77

Paragominas — R$ 4.050.230,03

Água Azul do Norte — R$ 1.484.593,19

 

QUANTO SERÁ EM JANEIRO DE 2026

 

Canaã dos Carajás — R$ 65.475.603,28

Parauapebas — R$ 57.857.634,29

Marabá — R$ 24.173.418,97

Curionópolis — R$ 6.304.191,90

Paragominas — R$ R$ 3.754.682,86

Água Azul do Norte — R$ 1.889.912,47