Por mais “doido” que tente parecer, o prefeito Aurélio Goiano sabe o que ele e seu secretariado altamente incompetente vêm fazendo e as implicações dos atos administrativos de todos. Por isso, decidiu editar decreto para se “desgarrar” oficialmente das lambanças de sua trupe, ao mesmo tempo em que empodera Glauton de Sousa, um dos personagens que mais queimam a imagem do prefeito, por pagar e mandar pagar empresários forasteiros. A conta está chegando!
O prefeito Aurélio Goiano está, literalmente, dando uma de doido. Nesta segunda-feira (23), ele publicou no Diário Oficial do Município decreto para se eximir de toda e qualquer responsabilidade praticada por sua precaríssima equipe nada técnica, ilustrada por seu incompetente secretariado.
Sabedor de que muitos cambalachos e muitas trapaças foram e vêm sendo praticados em apenas um ano de mandato, o autoproclamado “Doido” é ciente de que seu mandato está em risco e, a qualquer momento, ele pode ser afastado pelos indícios fartos e gravíssimos de irregularidades, cujos rastros estão ficando por onde ele e sua trupe passam.
Pelo Decreto Municipal nº 525/2026, que delega funções administrativas aos secretários municipais, o “Doido” busca garantir a responsabilidade dos atos da administração aos reais gestores das unidades administrativas, de maneira que cada titular de pasta fique responsável pela autorização de compras, materiais, bens e serviços na área de sua competência.
O prefeito, contudo, empodera Glauton de Sousa — o incompetente e desinformado titular da Secretaria Municipal de Fazenda (Sefaz) — para atos específicos. Por exemplo, autorizações de diárias dos servidores deverão ser referendadas por Glauton, bem como será este quem assumirá provisoriamente qualquer secretaria que venha a ficar sem titular para ordenar despesas.
Sem qualquer habilidade comprovada em gestão pública e, principalmente, recursos humanos, Glauton também se tornou o “suprassumo” para expedir atos referentes à situação funcional do funcionalismo público, com raríssimas exceções (nomear, exonerar e aplicar penalidades administrativas e disciplinares). Ele, aliás, é uma das “mentes brilhantes” — junto com Joelma Leite, atual e criticadíssima secretária de Administração — por trás da tentativa macabra de converter o vale-alimentação dos servidores municipais de dinheiro para cartão magnético.
‘Doido’ tenta se proteger dos BOs
Aurélio Goiano busca se proteger no artigo 11 do Decreto nº 525, ao definir que “a responsabilidade administrativa dos atos praticados pela delegação de competência prevista passa a ser exclusivamente dos secretários municipais”. Caberá a ele tão somente “tomar as medidas administrativas necessárias”, a exemplo de exonerar o secretário, assim que tomar conhecimento de algum desvio de conduta.
Tendo por base o desempenho das maiores pastas da Administração Municipal (Educação, Saúde, Obras, Assistência Social e Urbanismo), caso o “Doido” levasse a cabo o que o artigo 11 preleciona, nenhum dos atuais titulares se manteria no cargo, seja por tramoias envolvendo dispensas de licitação, seja por pagamentos eivados de irregularidades e ao arrepio da lei, seja simplesmente por pagamentos de coisas que nunca existiram — como no caso da “ponte fantasma”.
Todavia, o decreto é mais uma cortina de fumaça que Aurélio Goiano lança sobre a própria gestão, na tentativa de se safar do mar de falcatruas em que ele e sua paranoica equipe técnica estão afundando, com um governo altamente descredibilizado.
O desespero é tamanho que o prefeito voltou a fazer aparições teatrais ao vivo nas redes sociais para destilar impropérios, promover ataques de ódio e espetacularizar baixarias a fim de chamar a atenção enquanto segue sendo detonado, sem dó e sem piedade, pelo cidadão de bem, que não quer saber de mentiras, surtos ou blá-blá-blá.
A população quer apenas o básico: que serviços essenciais chegarem à ponta — e isso Aurélio Goiano e seu secretariado inoperante não conseguem entregar, por preguiça e incompetência. Enquanto um milagre não acontece, Parauapebas aguarda uma nova medida insana ou qualquer live paranoica de uma gestão que insiste em levar a Capital do Minério à loucura — para não dizer “cem metros de fundura”.





