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Deu a louca no governo do “doido”: Parauapebas terá Encontro da Mulher no dia dos Pais e show de Fernanda Brum nesta terça (10)

Com ar de soberba e se achando o “dono de Parauapebas”, Aurélio Goiano e sua “equipe técnica” faz eventos fora de época e, daqui a pouco, vai querer mudar até a posição do sol e da lua. Torrando milhões com festividades, palcos e camarotes enquanto pacientes morrem no HGP, prefeito mostra que sua gestão é mesmo de inversões: das prioridades às datas. Só falta o “imperador” descobrir que a soberba precede a queda.

Se depender do calendário criado pela atual gestão municipal, Parauapebas parece viver em um fuso próprio quando o assunto são datas comemorativas. Depois de realizar festival junino em pleno mês de agosto e promover carnaval durante a quaresma, a Prefeitura agora apresenta mais uma “inovação”: a comemoração da Semana da Mulher deve ocorrer próxima ao período do Dia dos Pais, também em agosto.

A sequência de mudanças reforça a impressão de que o município tem seguido na contramão das tradições e até do próprio significado de algumas datas simbólicas. O Dia Internacional da Mulher, celebrado mundialmente em 8 de março, por exemplo, não teve programação oficial na data em Parauapebas. Na cidade, a comemoração foi transferida para o dia 10, uma terça-feira, tendo como principal atração um show da cantora gospel Fernanda Brum no Lago do bairro Nova Carajás.

A escolha levanta questionamentos não apenas pela mudança da data, mas também pelo formato do evento. Historicamente, o 8 de março é marcado por debates, mobilizações sociais e discussões sobre direitos, violência, igualdade e políticas públicas voltadas às mulheres. Em Parauapebas, porém, a celebração acaba resumida a um grande show musical.

A organização do evento está sob responsabilidade da secretaria comandada pela pastora Adriana. A pasta volta a ficar sob liderança religiosa após ter sido ocupada pela primeira-dama do município, Beatriz Ramos. No ano passado, durante sua gestão, a principal atração da programação também foi um show: o cantor Murilo Huff se apresentou na Praça de Esportes Radicais.

Neste ano, a escolhida foi Fernanda Brum, um dos nomes mais conhecidos da música gospel no país. O cachê da artista gira em torno de R$ 230 mil. Somados aos gastos com palco, iluminação, sonorização, segurança, logística e demais estruturas necessárias para um evento desse porte, o investimento público deve ultrapassar a marca de meio milhão de reais.

O valor chama atenção em um momento em que a cidade enfrenta desafios em diversas áreas, como saúde, infraestrutura e políticas sociais. Para muitos moradores, a pergunta que fica é se transformar datas simbólicas em grandes espetáculos musicais — e fora de suas datas originais — realmente contribui para valorizar as causas que deveriam ser discutidas nesses momentos.

Entre inversões de calendário, eventos deslocados e altos investimentos em shows, Parauapebas segue criando um modelo próprio de comemorar suas datas oficiais. Um modelo que, para críticos da gestão, parece cada vez mais distante do significado histórico e social dessas celebrações.