Pela primeira vez, três municípios paraenses conseguiram superar Capital do Minério de uma só tacada em exportações: Canaã dos Carajás (2º), Marabá (7º) e Barcarena (9º). Desde 2005, Parauapebas não tinha desempenho tão ruim, e daqui para frente será assim. Enquanto isso, prefeito caça confusão com aliados, ex-aliados e adversários. Firme com sua perniciosa equipe técnica, Aurélio trabalha para distribuir recursos públicos a forasteiros via dispensas de licitação
Se nada é tão ruim que não possa piorar — como o precário governo de Aurélio Goiano, que se reconhece como “Doido” —, 2026 promete ser economicamente complicado para a Capital do Minério, a julgar pelo início do ano. Em fevereiro, Parauapebas registrou o pior desempenho na balança comercial em 20 anos, de acordo com dados divulgados na última sexta-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.
Na prática, implica dizer que a arrecadação do município vai desabar nos próximos meses. É que, como a economia local é ancorada apenas na produção de minério de ferro pela Vale na Serra Norte de Carajás, qualquer retração na produção do mês atual tem efeitos financeiros meses após.
A atividade mineradora é responsável por gerar compensação financeira em forma de royalties e impostos. Como a indústria extrativa mineral do município encontra-se em franca retração, as duas principais receitas do município — a Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) — vão desabar, sendo que a Cfem vai cair ainda mais em dois meses e o ICMS, em dois anos.
Pior posição desde 2005
Os dados oficiais revelam que no mês passado Parauapebas exportou 243,24 milhões de dólares, ocupando a 15ª posição no Brasil. Desde 2005, o município não ia tão mal na balança comercial — nem mesmo nos períodos difíceis de baixa no preço internacional das commodities minerais.
O panorama está tão ruim para a economia da Capital do Minério que, pela primeira vez na história, o município foi superado por três paraenses de uma só vez: Canaã dos Carajás, com 622,49 milhões de dólares exportados (2º lugar nacional); Marabá, com 361,37 milhões de dólares (7º); e Barcarena, com 294,26 milhões de dólares (9º lugar).
Nos tempos de glória, em 2013 e 2014, Parauapebas chegou a ser o maior exportador do país em fevereiro, enviando ao mundo 695,98 milhões de dólares e 698,72 milhões de dólares, respectivamente.
Ainda esta semana, você vai descobrir por que indicadores ruins na balança comercial são um mau presságio para a Capital do Minério e entender as razões pelas quais o prefeito Aurélio Goiano tem culpa no cartório de Parauapebas estar caminhando em marcha à ré.





