Veloso (Saúde), Maura (Educação), Neil (Assistência Social), Herlon (Urbanismo) e Roginaldo (Obras) foram lembrados com “carinho” e detonados em diversos momentos. Vereadores da oposição Maquivalda, Zé do Bode, Fred e Érica brilharam muito nas críticas ao péssimo secretariado e à gestão do “Doido”. Moratório também não poupou o governo, e até integrantes da base, como Eleomárcio, Tito e Ohana, alfinetaram secretários e secretarias, cobrando mais empenho e resultados — tudo o que a trupe do prefeito não tem para mostrar à sociedade.
A sessão legislativa da última terça-feira (10) na Câmara de Parauapebas pode ser considerada épica. E não foi por conta da tradicional “pisa” que vereadores de oposição dão na desgastada gestão de Aurélio Goiano, e sim pelo “ensaio” que vereadores da base fizeram para engrossar a voz e subir o topete contra os desmandos do autoproclamado “Doido” e sua equipe chinfrim, que ele chama de técnica.
Voou cartucho para todos os lados, mas o cerco se fechou contra a inapetência de Luiz Veloso, titular da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) e que lidera a maior crise de saúde pública desde a pandemia de coronavírus, em 2020. Houve quem até defendesse o secretário, mas não teve jeito: a sociedade não esqueceu a morte e a mutilação recentes de mulheres no Hospital Geral de Parauapebas (HGP), que deveria ser fiscalizado pela Semsa.
Sob a gestão de Veloso, Parauapebas bateu recorde de óbitos de pacientes internados no Sistema Único de Saúde (SUS) em 2025, segundo dados consolidados pelo Ministério da Saúde. Para piorar, as mulheres do município estão com medo de dar à luz no HGP, atualmente apelidado de “açougue”.
Por seu turno, Maura Paulino, chefe da desorganizada Secretaria Municipal de Educação (Semed), foi cobrada pelas propagandas enganosas e cujos cenários de “Alice no País das Maravilhas” só existem na cabeça da secretária.
Envolta em polêmicas, como pagar a si mesma vale-alimentação com recursos dos royalties de mineração, abrigar servidora fantasma e contratar sem critério acusado de exploração sexual para dar aula a crianças, Maura foi cobrada por transporte escolar, por escolas caindo aos pedaços, por enterrar a educação indígena e por ser incompetente para entregar kit escolar aos alunos.
Pobreza e infraestrutura precária
Já Neil Armstrong, que desde que assumiu a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas) vem pagando trabalhadores por desempenhar funções fora da folha, de forma clandestina e com altíssimo grau de improbidade, ilegalidade e imoralidade, levou chumbo de praticamente todos os vereadores, da oposição à base, sendo mencionado por fazer propaganda demais e mostrar pouco ou nenhum resultado. Desde que Neil pisou na Semas, pobreza e vulnerabilidade só crescem em Parauapebas.
O forasteiro Herlon Soares, da Secretaria Municipal de Urbanismo (Semurb) e até hoje profundo desconhecedor da realidade de Parauapebas, foi cobrado pelo vereador Nogueira, enquanto Roginaldo Rebouças, da Secretaria Municipal de Obras (Semob), aquele mesmo envolvido até o pescoço no episódio da “ponte fantasma”, que consumiu R$ 1,5 milhão, foi cobrado pelos precários serviços de infraestrutura na cidade e na zona rural.
Com tantos alvos sendo atacados ao mesmo tempo, tanto pelos “de fora” quanto pelos “de dentro”, Aurélio Goiano, o maestro da desordem e do caos no município, foi menos lembrado do que deveria. Além do prefeito, também não apanharam — mas mereciam por serem igualmente incompetentes nas funções — os secretários de Fazenda, Glauton de Sousa, e Administração, Joelma Leite, dois grandes mentores do projeto de “reconstrução de Parauapebas”, que hoje a população entende que se trata de enterrar o município “a cem metros de fundura”.





