Atual secretário da Semas estaria limpando derradeiras gavetas para desocupar espaço, que seria entregue à vereadora autointitulada defensora de causa animal e que nada entende de pessoas em situação de vulnerabilidade. Segundo fontes do alto escalão do governo, Neil teria sido cogitado para substituir Ricardo Oliveira, que “morreu” na função de adjunto da educação enquanto “velharias” de gestões passadas foram empoderadas para assessorar Maura Paulino
Deu a louca na gestão de Aurélio Goiano, que muitos — inclusive aliados dele — chamam sem cerimônia de “desgoverno”. O autoproclamado “Doido”, considerado o prefeito que mais divulga mentiras, imprecisões e informações falsas, agora trama para entregar secretarias com porteira fechada a vereadores de sua base “aliada” que pressionam por espaços.
No centro da confusão está a Secretaria Municipal de Assistência Social (Semas), comandada por Neil Armstrong e o qual já estaria limpando as derradeiras gavetas antes de apagar a luz. Entre a primeira remessa de pastas que o prefeito Aurélio Goiano estaria analisando entregar, a Semas é, do ponto de vista do dinheiro público, uma das mais poderosas, tendo em vista que consumiu R$ 69,65 milhões no ano passado e projeta usar R$ 91,42 milhões este ano.
Antes de lançar Neil às feras, o “Doido” teria cogitado oferecer o cargo de secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Educação (Semed) ao titular da Semas. Comenta-se que o criticado baixo desempenho do atual adjunto, Ricardo Oliveira, seria um dos motivos da troca.
Vendido como “última Sukita” da educação, Ricardo se perdeu em meio à zorra que virou a Semed, com um “núcleo de velharias” de gestões passadas sendo empoderado, enquanto o adjunto atual se preocupa apenas com lotação de pessoal, tendo indicado muitos gestores que, inclusive, se tornaram problema para a educação, envolvidos em casos de assédio moral.
Por ser carismático e ter apoiadores fiéis, Neil, segundo fontes, encaixaria bem no papel de adjunto de Maura Paulino, esta a qual considerada a pior secretária de todos os tempos por educadores experientes. Inclusive, dizem, não seria exagero arriscar que Neil seria um chefe da Semed até melhor que a atual por ter perfil mais operacional e popular e menos afeito à propaganda enganosa e à soberba.
E quem pode ir parar na Semas?
No balcão de apostas, o futuro indicado sairia do seio da vereadora Graciele Brito, aquela mesma que se intitula defensora da causa animal e que, agora, paradoxalmente, estaria afoita para cuidar de pessoas em situação de vulnerabilidade.
Uma das questões que surgem é: se for verdade que a vereadora Graciele Brito quer mesmo uma pasta da prefeitura para chamar de sua, por que a parlamentar não vai atrás apenas da estrutura da Vigilância Ambiental e Zoonoses, já que sua “vibe” é lutar pela causa animal?
Longe de ser o melhor secretário do mundo, e apesar das críticas, inclusive da imprensa, Neil Armstrong continua sendo o nome “menos pior” para a Semas, diante da volúpia que se avizinha de vereadores que estariam querendo se apossar de estruturas do governo para, todos sabem, depená-las como outrora criticou Aurélio Goiano, quando vereador.
Com todos os defeitos de sua gestão e as dificuldades encontradas à frente da Semas, Neil conseguiu ser um dos menos piores secretários de Aurélio Goiano, inclusive menos pior que o último da gestão passada. Aliás, entre as pastas da Prefeitura de Parauapebas, a de Neil foi a que menos rendeu investidas junto a órgãos de fiscalização e ações judiciais, se comparada proporcionalmente às secretarias de Educação, Saúde e Obras.
População assiste à palhaçada
No frigir dos ovos, está sendo aberta a temporada de loteamentos de secretarias na Prefeitura de Parauapebas, prática que estava suspensa temporariamente enquanto outras loucuras eram perpetradas pela cansativa equipe nada técnica de Aurélio Goiano com muito fracasso.
No meio de tudo isso, a população assiste ao desmonte de serviços essenciais, como educação, saúde, assistência social e infraestrutura, enquanto o prefeito termina de dar o golpe eleitoral em 92 mil cidadãos que acreditaram em promessas vãs, as quais já caíram por terra.
A expectativa de quem apostou em tanta encenação é, agora, ver o circo pegar fogo e esperar cada pinóquio tostar até ficar sem qualquer condição moral de ressurgir em 2028. Isso se Parauapebas sobreviver ao soterramento, a “cem metros de fundura”, até lá.




