Parauapebas

Com Aurélio Goiano, Parauapebas se torna 5ª cidade mais sebosa do país; entenda as razões

Ranking de Saneamento do conceituado Instituto Trata Brasil revela que 10% da população de um dos municípios mais ricos do Brasil não têm água “da rua” nas torneiras e 80% dos moradores convivem com esgoto a céu aberto, fazendo da Capital do Minério uma pocilga urbana que se arrasta sem estrutura desde os tempos em que Chico das Cortinas era prefeito. Sem contar a farra de gastos do Saaep, a Prefeitura de Parauapebas torrou R$ 770 milhões em “saneamento” entre 2015 e 2025

Não, você não leu errado: Parauapebas é a 5ª cidade mais sebosa do país, com esgoto correndo a céu aberto bem debaixo do nariz de oito em cada dez moradores. E tudo no colo de Aurélio Goiano, que, durante campanha, mentiu adoidado prometendo mundos e fundos à população, mas praticamente abandonou a Capital do Minério ao próprio azar, de modo que o município vive hoje seu inferno astral da saúde à educação, da infraestrutura à balança comercial.

Quem atesta que Parauapebas padece e se assemelha, infelizmente, uma pocilga urbana é o Instituto Trata Brasil, que, pela primeira vez, inseriu a Capital do Minério na pesquisa anual de saneamento básico nos 100 municípios mais populosos do país.

A vexatória posição alcançada por Parauapebas em saneamento básico do básico contrasta com a performance de receita da prefeitura local, que hoje é a 58ª que mais arrecada no país, batendo quatro capitais estaduais (Rio Branco, Macapá, Palmas e Porto Velho) — e já chegou a ser mais rica que 14.

No ano passado, Parauapebas gastou cerca de R$ 97 milhões com um tal saneamento, mas não foi acrescido um metro sequer de esgotamento sanitário à surrada rede, dos tempos da brilhantina. Até a propaganda enganosa de Aurélio Goiano e sua equipe nada técnica desastrosa, de terem levado água a 14 bairros, se perdeu no ranking do Trata Brasil.

O consórcio de secretários incompetentes que ele escalou para as secretarias de Obras (Semob) e Urbanismo (Semurb), bem como para o Programa de Saneamento Ambiental de Parauapebas (Prosap) e o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saaep), talvez possa responder — se conseguir — o que foi feito com tanto dinheiro sem que o resultado prático tenha chegado à vida dos 300 mil habitantes.

Mas a culpa não é só do ‘Doido’

A posição vergonhosa de Parauapebas no ranking do saneamento básico vem sendo construída desde que Chico das Cortinas, hoje vice de Aurélio Goiano, era prefeito de Parauapebas. Sua atuação foi tão ruim que nunca mais Cortinas conseguiu se eleger sequer para presidente de bairro. Quando o ancião deixou o comando de Parauapebas, no final de 1996, o município tinha 74 mil habitantes, dos quais 45 mil viviam na sede. O planejamento da cidade — com a universalização dos serviços de água e esgotamento sanitário — deveria ter começado em sua gestão, mas foi empurrado para os gestores seguintes, que viram o crescimento urbano explodir, os cofres públicos abarrotados de dinheiro, mas não deram importância ao tema saneamento básico.

Com os prefeitos Valmir Mariano e Darci Lermen, embasados em planos mirabolantes, a situação piorou drasticamente. Entre 2015 e 2025, sem contar as toneladas de dinheiro despejadas no Saaep, a Prefeitura de Parauapebas torrou R$ 770 milhões em “saneamento” para inglês ver.

Hoje, 80% da população parauapebense não têm acesso à rede de esgoto e 10% não sabem o que é água potável distribuída pela rede geral. Mesmo entre quem recebe água nas torneiras, 70% do líquido precioso se perdem na distribuição. Para piorar, Parauapebas investe míseros R$ 45 por morador em saneamento básico e tende a seguir passando vergonha nos rankings vindouros do Instituto Trata Brasil, com potencial de chegar a ser a pior das piores do país em saneamento. 

Aurélio Goiano está a postos e preparadíssimo para enterrar a cidade a cem metros de fundura, numa fossa social e moral que parece não ter.