Com Aurélio Goiano e sua trupe, Parauapebas entrou em ritmo de decadência e perde aura de Capital do Minério para tornar-se “capital do descalabro”. Cidadãos sentem vergonha alheia das patifarias protagonizadas pelo gestor, que até tenta, de vez em quando, pagar de santinho, mas não consegue mais enganar a população. Mentiras e trambiques são a marca do governo
O prefeito Aurélio Goiano vai precisar muito mais que tirar um dia no ano para colocar a máscara de bom samaritano se quiser convencer Parauapebas de suas boas intenções e fazer o município — que seu governo está enterrando “a cem metros de fundura” — voltar a crescer.
Nem que ele operasse o milagre de alimentar 5.000 parauapebenses com cinco pães e dois peixinhos, nem assim o “Doido” iria conseguir reverter a falta de simpatia e de credibilidade perante a população de Parauapebas. Torrando dinheiro público com dispensas de licitação e beneficiando forasteiros como se não houvesse amanhã, sem preparar a Capital do Minério para um futuro desafiador, o cenário se torna ainda mais difícil.
Com Aurélio Goiano e sua incrível arte de desagradar aliados e caçar confusão, Parauapebas entrou em ritmo acelerado de decadência nunca antes percebido. Hoje, a maior pagadora de Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem) e sustentáculo da economia local, a mineradora multinacional Vale, centra esforços produtivos e comerciais em Canaã dos Carajás (de onde emana minério de ferro em abundância) e em Marabá (onde se assenta a maior reserva de cobre do país, o metal que vale “ouro” na era da transição energética).
Sem planejamento para tempos difíceis
Em 2034, quando, segundo projeções da Vale, as minas de N4 e N5 já tiverem sido esgotadas, a Cfem que hoje está em R$ 57 milhões por mês, em média, cairá para R$ 20 milhões. A diferença é que, hoje, Parauapebas tem cerca de 315 mil habitantes; em 2034, conforme a tendência demográfica registrada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), serão 390 mil. Mais gente para cada vez menos recursos é sinal de problema à vista e a prazo.
Sem competência para pensar e planejar o desenvolvimento socioeconômico de Parauapebas para médio prazo, considerando que sequer consegue resolver os problemas atuais e ainda implementa novos gargalos diariamente, Aurélio Goiano e sua defenestrada equipe técnica vão consumindo os recursos públicos do município como num passe de mágica.
Ele já sepultou R$ 500 milhões este ano, mas pergunte ao cidadão comum com quê, e não haverá quem responda ou defenda. Uma coisa, contudo, a gestão do “Doido” tem conseguido com louvor: emplacar Parauapebas nos rankings nacionais de retrocesso, de queda livre e de tudo o que não presta para um município com porte e importância econômica que tem hoje.
Bajulado nas redes sociais por servidores ocupantes de cargos comissionados e contratados que são, no mais das vezes, coagidos a tal desserviço, o prefeito se ilude pensando ser “famosinho”, enquanto a população anseia por devolver a marretada que está levando.
Quase todo parauapebense até quer levar para casa o peixe da autopromoção do prefeito, que tenta reposicionar, em vão, sua imagem queimadíssima nos quatro cantos da cidade. Mas o mesmo cidadão que quer o peixe já decidiu que não quer ser “peixe” da gestão falida do “Doido” e de sua bagunçada equipe longe de ser técnica.