Parauapebas

Aurélio Goiano e fracassada ‘equipe técnica’ passam bem em meio à tragédia administrativa

Enquanto prefeito pesca, toma cachaça, caça confusão, passa vergonha e larga a cidade às traças, em crise e caos na infraestrutura, na saúde e na educação, Vale aponta carabina de investimentos à Terra Prometida (Canaã) e à Capital do Cobre (Marabá). Ele trata prefeitura como criança agitada diante de brinquedo que sequer sabe usar; “amiguinhos do mal” (“equipe técnica”) incentivam-no a fazer coisas erradas, com conhecimento e aval do papai e de ex-coleguinhas de classe (vereadores)

É dramática a situação econômica, financeira, administrativa e moral de Parauapebas, ex-maior produtor nacional de minério de ferro — e, por isso, apelidado de Capital do Minério. O município vê sua produção mineral definhar, o que impacta no recolhimento de royalties e de impostos, no curto e no médio prazos. 

A Compensação Financeira pela Exploração Mineral (Cfem), de apuração mensal, e o Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), de apuração anual, são as principais fontes de receita de Parauapebas e, igualmente, as maiores “vítimas” desse processo de falência agonizante do até pouco tempo pujante município.

Para piorar, além da retração da indústria extrativa mineral, ainda existe o fator Aurélio Goiano. Depois que o autodenominado “Doido” assumiu o poder, a situação local agravou. Mentorado por uma “equipe técnica” que dispensa comentários — e cujos membros ele já trocou trocentas vezes, de tão ruins de serviço que são —, o gestor é detonado diariamente nas redes sociais e cobrado a fazer o básico ou não fazer falcatruas.

Com notável capacidade de cultivar inimizades e frustrar investimentos, Aurélio Goiano nada tem feito para estancar a crise financeira local, em parte causada pela própria gestão e sua tática perniciosa de exportar recursos públicos a empresários forasteiros, que recebem caçambas de milhões de reais por meio de contratos direcionados e suspeitíssimos, decorrentes de dispensas de licitação.

Sem conhecimento e mal assessorado

Profundo desconhecedor da realidade municipal, Aurélio Goiano não consegue compreender que a sangria desatada dos gastos públicos precisa ter fim sob risco de condenar Parauapebas ao colapso. O município está indo de mal a pior na balança comercial este ano e sua produção mineral, robusta há menos de uma década, caminha em marcha à ré para dar espaço a investimentos da mineradora multinacional Vale em Canaã dos Carajás e em Marabá. 

A Vale, não é demais lembrar, foi duramente atacada pelo prefeito, que queria “dar show” e ganhar likes durante a COP30, mas acabou fichado na Polícia Civil da capital paraense por desequilíbrio e falta de modos. Aurélio Goiano agrediu um repórter e foi expulso do evento, envergonhando Parauapebas em nível internacional. A visibilidade por que ele tanto procurava o alcançou, com direito até a registro de BO nos anais da decadência.