Levantamento divulgado nesta quarta-feira pelo QEdu mostra que 17% das crianças de 4 e 5 anos estão fora da escola em Parauapebas, enquanto na vizinha Curionópolis 100% estão devidamente matriculadas e, em Canaã, 99%. No outro extremo, 83% das crianças de 0 a 3 anos de Parauapebas não têm acesso a creche, importante equipamento público para as mães. Governo mentiu prometendo cuidar das crianças e das “mãezinhas”, mas agora passa vergonha em levantamentos nacionais. E, daqui a pouco, vai querer mascarar triste realidade.
A conta da trágica gestão da rede pública municipal de ensino, sob a batuta do prefeito Aurélio Goiano e de sua secretária de Educação, Maura Paulino, está começando a chegar. Nesta quarta-feira (29), o portal QEdu divulgou o panorama da educação infantil no Brasil, a partir de dados consolidados do Censo Escolar 2025, declarados e preenchidos pelas próprias escolas, e Parauapebas, anteriormente referência no Pará em educação básica, agora é o pior da região.
O levantamento do QEdu foi elaborado pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), em parceria com a Fundação Bracell, a Fundação Itaú, a Fundação VélezReyes+, a Fundação Van Leer e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).
O pior cenário da educação infantil do município alcança crianças de 4 e 5 anos. Entre elas, 17% estão fora da escola na gestão de Aurélio Goiano e Maura Paulino. É a taxa mais alta entre os municípios da rica região de Carajás.
Para se ter ideia, em Curionópolis a prefeitura local consegue atender 100% das atuais 650 crianças de 4 e 5 anos com vagas em escolas públicas. Em Canaã dos Carajás, a taxa de atendimento chega a 99%, enquanto em Marabá e em Eldorado do Carajás o índice fica em 91%. E detalhe: todos esses municípios fizeram mais em 2025 gastando proporcionalmente menos, além de alguns deles contarem com diferenciais, como ter currículo específico para a educação infantil, enquanto as “doutoras do saber” de Parauapebas viajam na maionese com “teorias de Sobral”.
Muito gasto, pouco resultado
Dados do Portal da Transparência revelam que, ao longo do ano passado, a Secretaria Municipal de Educação (Semed) de Parauapebas torrou R$ 125,92 milhões em educação infantil e creche. Com esse valor, seria possível sustentar por um ano inteiro os gastos totais de 58% dos 5.571 municípios brasileiros.
A derrota não se limita apenas à faixa de 4 e 5 anos. No recorte de 0 a 3 anos, 83% dos mirins de Parauapebas estão fora da creche, enquanto a 30 quilômetros, em Curionópolis, a taxa de atendimento é de 63%. Em Eldorado, 27%, e Marabá, 21%, os índices também são melhores.
Com toda essa “sorte” de “conquistas”, o governo do autoproclamado “Doido” conseguiu a proeza de emplacar um cenário inédito: pela primeira vez, a rede municipal de Parauapebas ficou abaixo tanto da média nacional (41% no atendimento de 0 a 3 anos e 95% na faixa de 4 e 5 anos) quanto da média do Pará, estado que não é referência em educação básica, principalmente em educação infantil e creche. Aqui no estado, 27% das crianças de 0 a 3 anos estão nas creches e 93% das de 4 e 5 anos estão matriculadas na educação infantil.
Enquanto os indicadores educacionais despencam e a falida “equipe técnica” do “Doido” tenta mascarar a realidade, com um cenário de fantasias, gestores escolares informaram ao portal Notícias de Parauapebas que a próxima bomba está a caminho: o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), que será divulgado em junho.
‘Equipe técnica’ teme o Ideb
O balanço preliminar da prova Saeb, um dos componentes no cálculo do Ideb, mostrou que, no geral, muitas escolas — e a própria rede — não conseguiram atingir metas estipuladas pelo Ministério da Educação (MEC), o que aumenta o temor para a diminuição do índice anterior ou, no máximo, a completa estagnação da rede.
E há um detalhe: por mais que o Ideb de Parauapebas surja estagnado ou até cresça, isso não significa necessariamente que a aprendizagem dos alunos melhorou. Os indicadores de proficiência — que assustaram diretores escolares — por si só não refletem o Ideb, que é composto, também, pelos indicadores de fluxo durante o ano letivo.
A gestão de Aurélio Goiano, que empoderou uma trupe de educadores com práticas obsoletas e defasadas, colocando na linha de frente da Semed profissionais que nunca pisaram numa sala de aula ou só estiveram lá na época das caravelas, vai deixando um rastro de destruição de indicadores por onde passa.
Some-se a isso a bagunça na rede municipal em 2025, com um alucinado troca-troca na direção das escolas, além de constantes mexidas no quadro de professores e de assistentes pedagógicos. A loucura foi geral. O resultado está à mostra: uma administração perdida e que diariamente prova do próprio veneno.