Parauapebas

Vereador aliado do ‘Doido’ bate ‘fofo’ na gestão municipal mesmo após ganhar secretaria

Laécio da ACT, aquele mesmo parlamentar atrapalhado que sugeriu trocar galpão por galpão para alojar alunos da rede pública municipal, surtou com três requerimentos enfiados na pauta de hoje, exigindo “informações detalhadas” que atingem ao menos três secretarias, menos a dele — a Sempror. Comportamento é controverso, pois Laécio sempre desprestigia requerimentos da oposição

O vereador Laécio da ACT, que ganhou recentemente uma secretaria para chamar de sua no precário governo de Aurélio Goiano, parece que se cansou de dar milho aos pombos e resolveu ensaiar uma oposição mansa, mesmo com a Secretaria Municipal de Produção Rural (Sempror) no colo — uma pasta com orçamento de R$ 39,86 milhões.

Na sessão legislativa desta terça-feira (28), os holofotes vão deixar de estar nos principais nomes da Câmara atualmente, que são os vereadores Maquivalda Barros, Zé do Bode e Fred Sanção, detentores do trabalho mais aclamado pela população. O foco é Laécio, que vai apresentar nada menos que três requerimentos, enquadrando a gestão do autoproclamado “Doido”, seu parceiro até segunda ordem.

Por meio do Requerimento nº 158/2026, Laécio vai atacar a Secretaria Municipal de Habitação (Sehab), exigindo informações sobre os bairros de Parauapebas que possuem regularização fundiária concluída, bem como acerca da entrega de títulos definitivos. Comandada até recentemente por um forasteiro que não mostrou serviço, mas que continua agindo como se chefe de lá fosse, a Sehab virou um centro de polêmicas com a população que vive em ocupações urbanas periféricas.

Já no Requerimento nº 159/2026, Laécio da ACT bate “fofo” na Secretaria Municipal de Administração (Semad) para cobrar o cumprimento da Lei Municipal de Estágios, com direcionamento não por acaso para o que chama de “políticas voltadas à produção rural e ao desenvolvimento agrícola”. A medida é uma tentativa de direcionar estágios à pasta que ele ganhou de presente (a Sempror) para continuar fazendo vista grossa às atrocidades administrativas de Aurélio Goiano na Capital do Minério.

‘Salvador’ da pátria rural

Por seu turno, o Requerimento nº 160/2026 enquadra a Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Semel) para prestar esclarecimentos detalhados de atividades, programas e eventos de desporto desenvolvidos em vilas e comunidades rurais do município. Tanto a Semad quanto a Semel vêm sendo precariamente geridas e sem entregas de valor à sociedade.

Esse dinamismo todo de Laécio, com a produção de três requerimentos, chama a atenção de observadores tanto da oposição quanto de nomes do alto escalão do governo do “Doido”. A postura controversa de Laécio intriga porque ele é frequentemente contrário a requerimentos lúcidos de vereadores da oposição.

A saber, o requerimento é uma proposição que, embora não seja de exclusividade da oposição, é matéria típica desta para exigir dados oficiais, explicações sobre gastos ou esclarecimentos sobre atos do governo no prazo legal. Muito raramente, e só quando estritamente necessário, parlamentares de base lançam mão desse tipo de produção legislativa.

Críticas no clã do ‘Doido’

Nomes do alto escalão da gestão de Aurélio Goiano cochicharam ao portal Notícias de Parauapebas na noite da última segunda-feira que, com esse comportamento de “requerer” respostas ao governo, dando trabalho e visibilidade ainda mais aos problemas da administração, que está em seu pior momento, Laécio vai ficar a ver navios já já. O prefeito Aurélio Goiano, pavio curto que é, não deve deixar barato. Ele já percebeu que só cobrar fidelidade e colocar cabresto em uma base sedenta por poder, espaço e orçamento não está adiantado.

Esse “surto” de requerimentos de Laécio, enfiando três dessas proposições apenas hoje, enquanto passou 2025 inteiro com apenas sete matérias de mesma natureza, alerta para as relações frágeis que o “desgoverno”, como bem chama a população, vem construindo com aliados que se mostram insaciáveis com interesses próprios, enquanto a sociedade fica no meio do fogo cruzado.

Parauapebas segue assim: com buracos por toda parte, com saúde na UTI, com educação em franco retrocesso, com verdadeiros amadores tresloucados gerindo recursos públicos e com alguns vereadores sem saber a que senhor servir, se ao senhor dono do mandato (o povo) ou se ao senhor que comanda o caixa (o “Doido”). Seja como for, a Capital do Minério segue lascada.