Parauapebas

Vereadora Maquivalda barra na justiça assessoria fajuta de Aurélio Goiano

Segov espalhou sem licitação contratinhos que totalizam R$ 1,848 milhão por diversas secretarias para forasteira de Marabá ensinar “padre rezar a missa”: planejar contratações públicas — algo que o governo do “Doido” vem fazendo com “maestria” e afronta à lei. Por enquanto, juiz Lauro Fontes Júnior apenas suspendeu contrato e proibiu novos pagamentos, mas a chapa pode esquentar e sobrar para secretários que continuam fazendo lambança com dinheiro público sem qualquer critério

O prefeito Aurélio Goiano, que se autointitula “Doido”, conseguiu mostrar com louvor a incompetência de sua alardeada “equipe técnica”, que hoje se desfalece como a própria gestão. Mas ele tentou contornar o fracasso de sua trupe com um cambalacho que acaba de ser barrado pela justiça: a contratação de uma consultoria para fazer basicamente tudo o que os servidores fazem ou deveriam fazer, concentrando milhões em recursos públicos nas mãos de um punhado de forasteiros.

Nesta terça-feira (5), o juiz Lauro Fontes Júnior suspendeu o contrato de R$ 1,848 milhão firmado entre o governo do “Doido” e a empresa JCTJ Serviços Administrativos e Assessoria Ltda, com sede em Marabá. A JCTJ montou em diversos contratos dentro da Prefeitura de Parauapebas para simplesmente fazer serviços rotineiros da administração municipal. 

A vereadora Maquivalda Barros (PDT) descobriu a negociata e não tardou em entrar na justiça para barrar mais uma baderna com o dinheiro do contribuinte. Quem tramou tudo, e sem licitação, foi a Secretaria Especial de Governo (Segov), que tratou de espalhar contratos por diversas secretarias. À época, a irmã de Aurélio Goiano, Natália Oliveira, era quem comandava a pasta, que, aliás, o prefeito prometeu com pompa, circunstância e mentira “enterrar a cem metros de fundura”.

O Portal Notícias de Parauapebas apurou que em 2025 a JCTJ faturou R$ 264 mil em seus contratinhos espalhados pelas secretarias de Educação (Semed), Saúde (Semsa), Obras (Semob), Urbanismo (Semurb), Assistência Social (Semas), Administração (Semad) e Cultura (Secult). Não por acaso, são as de maior orçamento, à exceção da Secult.

Este ano, o estrago já é de R$ 418 mil, no que se configura o ganho de dinheiro mais fácil do mundo porque não há muita coisa a fazer para “assessorar” um governo cuja moral perante a sociedade já foi para o brejo. É praticamente ganhar para ficar de braços cruzados, assistindo ao caos.

O que vai acontecer agora 

O juiz Lauro Fontes Júnior suspendeu pagamentos, liquidações, novos empenhos e quaisquer atos de execução financeira relacionados aos contratos da JCTJ e estabeleceu multa diária de R$ 5 mil em caso de descumprimento. 

Além disso, secretarias que eventualmente tenham feito pagamentos irregulares à empresa vão ter de apresentar documentos técnicos, notas fiscais, ordens de liquidação e esclarecimentos, tendo em vista que a vereadora Maquivalda encontrou diferença de R$ 110 mil entre o que fora pago e liquidado. O Ministério Público foi comunicado para acompanhar o caso.

Por enquanto, o contrato está apenas suspenso e os secretários que ordenaram despesas sem qualquer justificativa não foram afastados. Porém, diante do histórico de indícios de irregularidades nos contratos firmados pela gestão de Aurélio Goiano, que sempre acabam em escândalo, não vai demorar haver afastamento de membros da famosa “equipe técnica” do prefeito, aquela que foi sem nunca ter sido.